«É incompreensível e inaceitável que, num concelho como Ponte da Barca, duramente atingido pelos incêndios nos últimos anos, estejamos agora privados de um helicóptero de combate aéreo na região»– declarou ao MD, Bruno Pereira, candidato do CHEGA à presidência da Câmara Municipal de Ponte da Barca.

«Com a subida das temperaturas e o aumento do risco de incêndios, esta decisão deixa em sobressalto as populações de todo o Alto Minho. As nossas corporações de bombeiros continuam a desempenhar um trabalho verdadeiramente heróico, mas enfrentam sérias limitações, faltam-lhes, muitas vezes, os meios humanos e materiais indispensáveis para responder a uma situação que, tudo indica, poderá ser extremamente crítica»
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PUBPara o Eng. Civil, natural de Lindoso, «Precisamos de mais meios aéreos e terrestres, mais efetivos no terreno, mais investimento e mais soluções inovadoras. Enquanto candidato, assumo o compromisso de lutar de forma determinada pelo reforço dos recursos de prevenção e combate a incêndios na nossa região».
«Ponte da Barca e o Alto Minho exigem respeito, investimento e ação urgente!» – acrescenta
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CIM do Alto Minho manifesta «preocupação»#
A CIM reconhece, em comunicado, a « necessidade de uma gestão equilibrada dos meios a nível nacional e expressa solidariedade para com as regiões atualmente mais vulneráveis». Ainda assim, defende que o Alto Minho deve manter-se devidamente preparado para enfrentar potenciais ocorrências, lembrando que esta é uma das zonas do país com maior risco e histórico de incêndios rurais e florestais. «A vasta mancha florestal, o relevo acidentado, a dispersão populacional e a presença do Parque Nacional da Peneda-Gerês — uma área de elevado valor ambiental, social e económico — são, segundo a CIM – factores que tornam o território particularmente exigente em termos de prevenção e combate».
A CIM alerta ainda para a necessidade de reforço célere do dispositivo distrital em caso de agravamento das condições meteorológicas ou operacionais, nomeadamente com a afetação de meios aéreos e terrestres adequados às especificidades do território.
PUBReiterou também a confiança na capacidade de planeamento e gestão do dispositivo nacional, acreditando que a resposta continuará a ser assegurada com base numa avaliação rigorosa das necessidades locais e regionais.
Por fim, a CIM destaca o «esforço incansável» dos operacionais envolvidos na prevenção e combate aos incêndios — bombeiros, sapadores florestais, forças de segurança, técnicos e voluntários —, sublinhando que, embora a «solidariedade entre regiões seja inquestionável», é «essencial» que o «Alto Minho possa igualmente contar com atenção e reforço de meios sempre que a situação o justificar».

«Levantemos voo das amarras do preconceito da política de quintal»#
«Estranho a posição da CIM Alto Minho pela tão grande surpresa relativamente à supressão de um dos meios aéreos afetos ao nosso heliporto, já que, nos últimos dois anos, a concertação estratégica aprovada entre Federação, CIM, em estreita colaboração com o Comando Sub-regional e que fez nascer o Plano/Roteiro Estratégico Alto Minho + Seguro 23/33, pura e simplesmente desapareceu da agenda política e nem sequer chegou a ser publicamente apresentado»
– assim reagiu o advogado e presidente da Federação Distrital e da Associação dos Bombeiros de Arcos de Valdevez.Para logo acrescentar que «Isto, apesar de ter sido inteiramente pago a expensas do erário público e sem que se saiba agora o que sucedeu a tão importante e inovador documento até exemplar a nível, nacional. Vive-se atualmente um autêntico clima de paz podre entre responsáveis da proteção civil e gasta-se dinheiro de forma nada transparente quanto aos critérios de seleção da escolha de materiais para os corpos de bombeiros. A coordenação está muito fragilizada e voltou a política de muros altos sem vontade real e efetiva de olhar os problemas de forma frontal». E questionou: «As perguntas que se impõem fazer relativamente ao Heliporto são as seguintes, o que fez a CIM pela sua concretização? Que seria do Heliporto sem o apoio dos bombeiros? Quantos corpos de bombeiros dão apoio à estrutura? Quanto lhes pagam?»
«Quanto ao demais – continua Germano Amorim em decalarações exclusivas aoMD – é procurar nos arquivos de 2023 pelo Plano que todos nós pagamos, estudá-lo, executá-lo e evitar comprar mangueiras pde jardim e kits operacionais que mais parecem caixas de playmobil».
Deixa uma sugestão: «Criem critérios claros e rigorosos quanto ao financiamento das associações de bombeiros e outras entidades detentoras de corpos de bombeiros, com um pensamento e ação devidamente concertados. Deixemos de andar a brincar às paradas e entregas de medalhas para que se possa olhar o presente e futuro de forma mais séria e tranquila».
Num jeito de farpa, lança um desafio: «Levantemos voo das amarras do preconceito da política de quintal e olhemos de forma concertada e real para o nosso território».
Governo retira helicóptero do Minho para o Alentejo por «falta de meios aéreos»#
O Governo português vai transferir um helicóptero de combate a incêndios de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, para Portalegre, no Alentejo. Esta medida tem por objectivo atenuar a carência de meios aéreos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2025, que enfrenta a ausência de cinco aeronaves face ao previsto.
Rui Rocha, admitiu que a situação mais crítica é na região do Alentejo, diretamente impactada pela falta de concorrentes no concurso. Para isso, será deslocado para Portalegre um helicóptero que, embora ainda em manutenção, pertence ao Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez, que mantém um outro helicóptero operacional.
O governante referiu que estão a ser estudadas as melhores soluções para atenuar esta ausência nos restantes locais, enquanto se aguarda a abertura e conclusão rápida de um novo concurso para garantir o total de meios previstos no DECIR 2025.
A partir de 1 de julho, Portugal poderá também contar com o apoio de dois aviões médios anfíbios Fire Boss, no âmbito do programa europeu rescEU. Estes meios, que representam um investimento de cerca de 2,6 milhões de euros (75% financiados pela Comissão Europeia), estarão pré-posicionados em Castelo Branco e prontos para intervir tanto em Portugal como noutros países europeus.
Questionado sobre o recente relatório da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) sobre os incêndios de 2024, que aponta para «fragilidades crónicas» no sistema de cooperação e comando, o Secretário de Estado da Proteção Civil indicou que ainda não leu o documento com a devida atenção.
O Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, explicou que as dificuldades resultam de um concurso da Força Aérea ter ficado «deserto», impossibilitando a garantia de todos os meios aéreos planeados a curto prazo.













