Alexandra Sofia Vieitas da Cunha, nasceu em Ponte de Lima, a 13 Novembro de 1982, gestora e mediadora imobiliária, tem uma Pós-graduada em Gestão de Pessoas nas Organizações, candidata à presidência da Câmara Municipal pelo CHEGA, é a nossa Confessada desta edição. Estado Civil
Divorciada
Carro
Por razões de privacidade para a minha família prefiro não revelar a marca do meu automóvel.
PUBHobby preferido
Mais do que hobby prefiro participar activamente na sociedade cívil.
Por isso, sempre que me é possível participo em acções de sensibilização ambiental com a associação Corema em Caminha. Limpezas de praia, programas de reflorestação autóctone, visitas a reservas naturais e contacto com responsáveis de gestão de baldios são algumas das ações que realizamos.
Mais recentemente, estou a apoiar O Berço, em Viana do Castelo, como posso. Aliás, aproveito o momento para dizer que as crianças institucionalizadas precisam mesmo de muito apoio. Corta-me o coração conhecer as histórias de vida dos bebés e daquelas pequenas crianças que tiveram a infelicidade de nascer na família errada.
PUBO director está a organizar uma campanha de angariação de fundos para a aquisição de uma viatura elétrica que seria mais económica. E quando sobra de um lado dá para gastar noutro. Qualquer donativo é importante nas vidas daquelas crianças.
Clube desportivo preferido?
O meu pai ensinou-me a ser benfiquista. Mas não sou grande adepta do desporto.
PUBQual o seu maior vício?
Iogurte grego com mel e nozes.
E defeito?
Gostava de conseguir ficar mais em silêncio, em certos momentos, mas não consigo.
E virtude?
A minha intuição. De certo modo ajuda-me a antever o futuro.
Qual a decisão mais importante que tomou na sua vida profissional?
Eu já tomei várias decisões importantes ao longo do meu percurso profissional. Já tive que abdicar de carreiras devido a mudanças geográficas. Cada mudança de localização fez alterar a minha vida profissional. Já o fiz muitas vezes e sinto que vou continuar a fazê-lo. A minha decisão mais importante será sempre a da mudança. Não me assusta o desconhecido, sou fascinada por novas experiências que me realizem a cada momento.
Eu sempre quis ser livre, no sentido de não querer ter horário fixo de trabalho, um local permanente para o dia inteiro, uma entidade patronal a dizer-me qual a minha função, o que fazer e como devo fazer em troca de uma remuneração. Mais do que um rendimento é a minha realização pessoal que conta, a minha liberdade, o tempo e disponibilidade que tenho para a minha filha à hora que ela precisar da minha presença. Por isso, talvez a decisão de trabalhar sozinha no imobiliário e criar a minha marca – aminhota.pt – tenha sido e continue a ser a decisão mais importante que tomei até hoje.
Mas o preço da independência é também ele caro. A ansiedade na concretização de negócios, a gestão de expectativas que temos de controlar. Estar por nossa conta e risco é um desafio diário, lutamos para resistir e tornamo-nos mais fortes. Mas sempre sem saber até quando conseguimos resistir às adversidades.
De que é que sente mais falta que seja consequência do seu estilo de vida?
Sinto falta de ter tempo para ler. Não tenho tido. Ultimamente, é mesmo mais escrever…
Um sonho…
Sonho em ver o meu país a voltar a ser um grande império que foi no passado. Sonho com um futuro em segurança e paz. Sonho com um futuro próspero para a próximas gerações. Sonho em deixar o meu contributo para a realização desse sonho.
Qual o tipo de pessoa que sonha encontrar?
Esta é difícil. Nós idealizamos um tipo de pessoa a cada momento das nossas vidas, e vamos nos tornando mais exigentes à medida que a nossa evolução pessoal e profissional acontecem. Como já mencionei, sou divorciada e, confesso, mantenho-me solteira desde essa altura porque me tornei demasiado exigente, ou então porque é o meu destino. No entanto, ainda mantenho o sonho de voltar a estar com alguém que tenha evoluído no mesmo sentido do que o meu.
Sou uma pessoa com muita fé no cristianismo e que estuda a religião, por isso gosto de falar neste assunto. Já viajei muito dentro e fora do país, gosto de falar do vi e do que vivi nesses locais. Gosto de livros apócrifos, história e civilizações antigas. Gosto de natureza, mas também do meio urbano. Gosto de gastronomia e vinhos, de visitar monumentos, de conviver em jantares e eventos rodeada de pessoas que me ensinem alguma coisa. Mas também gosto de ter tempo para estar sozinha. Sou uma patriota convicta nos valores que herdei dos meus antepassados. Essa pessoa teria de ser livre de falsos dogmas, convicto nas suas decisões e viver da mesma maneira como eu vivo. De outra forma, seriamos apenas dois corpos sem qualquer conexão intelectual e espiritual. E isso não serve para mim.
Se não aparecer, não deixarei de me sentir completa. Sou uma pessoa feliz e realizada com a vida que tenho. Estou focada noutros aspectos da vida mais importantes do que o de um relacionamento amoroso.
O que decide se uma pessoa atraente do sexo oposto a convida para um fim-de-semana excêntrico?
Só aceitaria se cumprisse os requisitos anteriormente expostos.
Fazia disso segredo, mesmo que não lhe fosse pedido?
Esta pergunta é um bocado estranha. A palavra `segredo` remete a algo que é proibido, não é!? E eu não quero nenhum relacionamento proibido, nem quero ter nada a esconder…!!
Agora, se saberia manter um relacionamento secreto por algum motivo de força maior. Acho que sim.
Existe alguma coisa com que sonha, mas não acredita vir a ter?
Não, acredito sempre que vou conseguir. Porém, quase toda a gente que me conhece sabe que eu sempre quis ter um filho menino, e com o avançar da idade e o aumentar do nível de exigência e requisitos para um relacionamento, esse sonho parece-me cada vez mais distante e difícil de concretizar.
Quando foi a última vez que chorou ou dificilmente conteve as lágrimas e qual a razão?
Eu não choro muitas vezes, já aprendi a controlar a dor ou a emoção. Podem vir as lágrimas aos olhos, mas chorar a sério é raro. Mas quando visitei a associação O Berço pela primeira vez tive de sair da sala onde estavam os bebés e os mais pequeninos. Não consegui mesmo conter a lágrimas ao ver que aquelas crianças não têm o carinho da mãe para os abraçar. Tive se sair para que elas não vissem. Depois de me recuperar voltei a entrar.
Com que se emociona? Como foi da última vez?
Emociono-me com a bondade das pessoas que vivem para cuidar do próximo.
O que gostaria de saber sobre o seu futuro?
Nada, gosto de surpresas.
Qual o melhor livro que leu?
O Livro de Enoque. Não se trata de um livro qualquer, romance ou fantasia. É um manuscrito que deve ser lido de mente aberta. Não foi incluído na Bíblia pela Igreja Católica. Pode ser a resposta para pessoas que queiram saber mais sobre a história da humanidade enquanto seres criados por Deus e corrompidos pelos anjos caídos.
Qual o melhor filme que viu?
Não sou uma pessoa do cinema, mas acho que o filme que mais me mostrou como eu sou uma pessoa com fortes ligações à mãe-natureza foi o AVATAR. Vivi-o um pouco como a luta contra o Lítio na Serra d´Arga.
Qual a música que mais o marcou?
Lady in Green (soul goodman) de Klaus Waldeck e Patrizia Ferrare. Parece que está a falar de mim…
Qual a sua mais recente ‘ boa acção‘?
Sempre que posso faço uma doação a associações que envolvam crianças e animais. Mas a última foi para a mãe de uma criança com cancro em risco de serem despejadas e a passar necessidades. Acho vergonhoso que haja necessidade de peditórios para este tipo de situação. Por isso não suporto saber que andamos a dar subsídios a qualquer um que venha em pedido de asilo e não aos nossos que precisam.
E qual foi o seu mais recente ‘pecado‘?
Já não me confesso há muito tempo. Não será aqui…!
Qual o melhor restaurante onde comeu?
Em Ponte de Lima come-se bem em muitos locais. Não vou nomear nenhum. Enquanto candidata à Câmara Municipal acho que devo manter-me neutra nas minhas preferências.
Local ideal para viver
Portugal – do Alto Minho até ao Algarve
Como se define?
Eu considero-me uma pessoa em constante mudança. No obstante, há características que tenho mantido ao longo da vida. A honestidade e lealdade foram sempre os meus princípios básicos. A coragem e determinação são duas das minhas melhores características.
O que é que lhe dá mais prazer?
Conduzir, era capaz de ir até à China…!
O que é que mais o irrita?
As inverdades e manipulação nos meios de comunicação social. A desinformação é muito perigosa. O jornalismo passou a ser um meio utilizado pelo sistema para controlar a opinião pública. Tira-me o do sério o que é dito pela maioria do jornalistas e comentadores!
Alguma vez foi assediado sexualmente?
Não!
Qual foi a coisa mais importante que aprendeu na vida?
Nada é garantido e o que hoje pode ser tido como verdade amanhã pode ser uma mentira.
Acima de tudo aprendi a que não posso voltar a dizer nunca a qualquer coisa. `Nunca digas nunca` é um dizer com muita verdade.
O que modificaria em si?
Fisicamente, nada. Sou um projecto de Deus, aceito a forma humana que me concedeu e estou lhe grata por isso. Não pretendo realizar cirurgias plásticas ou alterar nada em mim, seria uma afronta ao projecto divino. Pretendo envelhecer naturalmente. Há uma beleza natural para cada momento, para cada faixa etária. Mas é preciso cuidar do corpo, comer bem, dormir, meditar e um pouco de Yoga. Fiz as mudanças interiores que achei que deveria ter feito.
Como é que se imagina velho?
Espero poder olhar para trás e pensar que fiz tudo o que deveria ter feito na vida. Isto passa mesmo muito rápido.
Gostaria de continuar uma vida activa até ao fim da vida. Não me vejo sentada num sofá a olhar para a televisão todo o dia. Quem sabe, utilizarei a minha velhice para escrever alguns livros que comecei, mas não tenho tempo para me dedicar agora.
Já alguma vez sentiu medo?
Já apanhei um susto muito grande dentro de um avião. E a minha filha estava comigo. Começou a perder a força a levantar voo e parecia que estávamos em queda livre. Pensei que íamos morrer. Quando vivi na Austrália chegava a fazer 4 voos durante 33 horas seguidas. Nessa altura era mais aventureira e corajosa. Agora evito. Prefiro conduzir e viajar para mais perto de casa. Eu sei que há perigo na mesma, mas o volante está nas minhas mãos.
Qual é o político que mais aprecia a nível regional e nacional?
Essa não é difícil de imaginar. Claro que é o líder do meu partido – André Ventura – a inspiração para a mudança que quero ver na realidade da política portuguesa. O homem que mudou a forma de fazer política, que quebrou com o discurso do politicamente correcto para dizer a verdade de que todos sabíamos, mas que ninguém tinha tido coragem para o fazer. Foi ele que chamou para política nacional pessoas do povo, com sentido de missão para servir os portugueses, não para se servirem de cargos políticos em benefício próprio, como se tem visto na elite dos políticos do sistema.
A nível regional não posso deixar de falar do nosso deputado Eduardo Teixeira. Foi o facto de ter deixado de se rever nos valores e políticas do PSD e de ter tido a coragem de mudar o CHEGA! que me levou a ter coragem de admitir publicamente o meu apoio, além do voto. Tem sido o meu professor, quando pode, visto que ter imensas responsabilidades a nível nacional e distrital. Acho que o Eduardo é uma pessoa que ama, verdadeiramente, Viana e quer melhorar a vida de todos os vianenses. Não tenho dúvidas na sua conduta e sei que, um dia, todos irão reconhecer o seu trabalho pelo distrito.
E menos a nível nacional?
A nível nacional, podem ser dois? É porque não sei qual deles o pior…!!
António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa. Cada um deles tem uma enorme responsabilidade nas condições degradantes dos muitos aspectos da sociedade actual. Foram os governos de Costa que abriram as portas do nosso país à imigração ilegal. Ele e o actual secretário geral do PS, José Luís Carneiro, acabaram com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras que funcionava e criaram a AIMA que facilitou a entrada de centenas de milhares de imigrantes sem registo criminal no nosso país. Temos diferentes tipos de máfias internacionais a operar em Portugal, ao mesmo tempo que houve desinvestimento nas Forças de Segurança Pública, quer nas condições de trabalho como na valorização das carreiras. Recebemos demasiados imigrantes para as infraestruturas dos serviços públicos que possuímos, e o acesso a uma urgência é hoje um desespero atrás da linha de atendimento, enquanto se espera à porta do hospital. Nas cresches e escolas as crianças estrageiras têm prioridade sobre as portuguesas. Pais têm de deixar os seus filhos a quilómetros de distância de casa ou deixar de trabalhar por não ter onde os deixar.
Com a falta de construção, esta vinda descontrolada de estrageiros absorveu o mercado da habitação, o arrendamento é quase inexistente e os preços das casas subiram para valores que muitas famílias não conseguem suportar. Cerca de 30% dos nossos jovens licenciados emigram todos os anos, ao mesmo tempo. Existe uma substituição populacional em curso neste país. E como verificámos ainda esta semana, Marcelo não aceitou as medidas de alteração às leis da imigração e enviou propostas para o Tribunal Constitucional. Diz que não há portugueses puros e temos que nos redimir pela colonização do passado. Considero Marcelo o pior Presidente da República que alguma vez existiu em Portugal e a história assim o contará. Todos sabemos porquê.
E regional?
A nível regional não posso de deixar de apontar o meu desagrado com os elementos do Partido Socialista, não todos, mas a maioria só tem contribuído para o fraco desenvolvimento do distrito.
Vemos em Viana uma Câmara a recorrer ao crédito constantemente, a tomar decisões que vão contra a vontade da população. Não há emprego para jovens licenciados. Nos últimos anos perdemos mais de 2000 mil eleitores e perdemos, inclusive, um deputado no Parlamento para o distrito de Setúbal. Luís Nobre segue a mesma linha do seu antecessor. O socialismo nunca trará prosperidade à cidade e à região. Espero que estas Eleições Autárquicas tragam a mudança de que os vianenses necessitam.
Como sou da área do imobiliário não posso deixar de apontar o desastre que foi Marina Gonçalves, a socialista de Caminha, enquanto secretária de Estado e Ministra da Habitação. O resultado do seu trabalho está à vista de todos tanto a nível regional como a nível nacional.
Faltaram políticas que evitassem a inflação dos preços das casas, medidas de apoio à construção ao mesmo tempo que a população aumentou drasticamente com a vinda massiva de imigrantes. Nasceram bairros de barracas à volta dos grandes centros urbanos e que são agora um problema de saúde pública. Os arrendamentos passaram a ser feitos por grupos de estrangeiros às dezenas na mesma habitação e agora um quarto pode custar mais de 500 €.
Isto é que acontece quando políticos não estão interessados em resolver os problemas das pessoas e apenas se interessam por cargos. O programa de arrendamento acessível `Arrendar para Subarrendar´ foi um fracasso e nem metade das famílias receberem as habitações prometida, maioritariamente monoparentais e casais de idosos. Nota negativa para ela!
Como qualifica a actuação dos deputados vianenses à Assembleia da República no âmbito geral?
Enquanto candidata nas duas últimas Eleições Legislativas, tive a oportunidade de me cruzar com alguns deles durante a fase das campanhas. Nós, no CHEGA, tivemos duas grandes vitórias em Viana do Castelo, a primeira em 2024 com a eleição do nosso primeiro deputado, o Eduardo Teixeira e, este ano, a segunda quando passámos a segunda força política no distrito.
O PS perdeu, de um ano para o outro, José Maria Costa, ficando apenas com a Marina Gonçalves. Acabei de dizer o que penso da sua prestação e responsabilidade na actual situação da Habitação em Portugal. Apraz-me vê-la nos últimos lugares do hemiciclo da Assembleia da República – cada vez mais próxima da porta de saída. Mais uma Eleição Legislativa e, se Deus quiser, alguém do CHEGA preencherá o seu lugar.
Do PSD foram eleitos três, sendo Aguiar Branco o mais mediático, mas de vianense só tem o lugar como deputado na Assembleia da República e que, mesmo assim, trocou pela presidência. Portanto, não defende qualquer interesse dos vianeses. Aliás, nunca veio a debates como candidato apresentar as suas ideias ou propostas para Viana do Castelo, talvez porque na realidade não tenha nenhumas. Custa-me a aceitar que se sirva do nosso distrito para obter o lugar e que percamos uma representação parlamentar que esteja perto da nossa população e fale dos problemas da nossa região. Cinco deputados é muito pouco e acabámos por ficar apenas com quatro. Contudo não posso deixar de dizer que aprecio a sua conduta na direção dos trabalhos parlamentares.
Depois temos João Manuel Esteves que passou a secretário de Estado do Ambiente. Com a questão a instalação do parque eólico offshore imposta por Bruxelas, através da agenda climática do Green Deal socialista e que passa pela a ocupação de uma vasta área marítima que, segundo ouvi por parte da direção da Vianapescas, implica uma redução de 70% de pescado na nossa costa, não acredito que se posicione ao lado dos pescadores. Ambas as câmaras costeiras são socialistas, são a favor do parque eólico, e entraram em conflito com os pescadores. No CHEGA somos absolutamente contra a instalação desse parque offshore. Por isso, os pescadores de Viana do Castelo terão apenas Eduardo Teixeira a representá-los.
Maria Lopes não conheço nem nunca a ouvi falar em debates ou entrevistas. Também não estou a par do trabalho realizado pelo jovem da JSD que foi substitui o novo Secretário de Estado.
O que mais aprecia no Minho? E o que mais detesta?
Quem já viveu fora de Portugal e conheceu destinos exóticos com florestas selvagens sabe que o Minho é digno de um roteiro de viagens a nível mundial. Temos montanhas lindíssimas, temos costa marítima, rios, vilas e aldeias pitorescas – temos gentes que falam com carinho – adoro!
Detesto a falta de cuidado que temos com as nossas florestas e espécie autóctones com a desvalorização do património natural que nos representa como região. A desvalorização do património deixado pelos nossos antepassados. Acho um atentado patrimonial e cultural o que fizeram no Paço do Curutelo. Nunca teria votado a favor daqueles blocos de betão em contexto rural, da descaraterização do espaço e da diminuição do castelo ao recanto do fundo do empreendimento turístico, mas fosse qual fosse o grupo de investidores que viesse querer investir em Ponte de Lima. É passar lá para ver o erro cometido pela má decisão que resultou da votação em Assembleia Municipal.
Em que época da História gostaria de ter vivido?
Gostava de ter vivido na época dos descobrimentos, por volta do ano 1440. Não para ir nas naus à descoberta do mundo porque deveria de ser muito difícil e tenho muito respeito pela força do mar, mas para as ver partir.
Quem mais o desiludiu?
Mais do que alguém, uma pessoa fica desiludida com o mundo em si. Crescemos a pensar que as guerras eram coisas do passado, numa época em que a humanidade era menos desenvolvida. Mas afinal não e parece que, afinal, estamos cada vez menos evoluídos. Assistimos a tanta maldade e violência contra crianças que deveriam ser seres protegidos e criados como verdadeiros diamantes em todo o planeta. Desiludiu-me o sistema em si, global e nacional, tão corrompido pelos interesses pessoais, pela ganância dos jogos de poder ditados pelos grupos elitistas. Desiludiu-me a falta de justiça nos tribunais que a corrupção e o dinheiro podem pagar para que nunca aconteça. Desiludiu-me a sociedade formatada e manipulada pela televisão que continua a deixar-se levar por uma falsa narrativa. Desiludiram-me as pessoas que nunca se desiludiram – as que se acomodam ao mundo da desilusão.
De que se arrependeu? Porquê?
Eu tenho uma frase, minha, que diz o seguinte:
Prefiro arrepender-me do que fiz do que daquilo que não tive coragem para fazer!
Não me arrependo de nada! Acho que até os erros devem ser cometidos na vida. São sempre uma aprendizagem que podem evitar males maiores, e nos conduzir ao caminho certo.
Qual foi o seu último pecado?
Isto é mesmo um confessionário, volta e meia e lá vem a pergunta do pecado. Vá lá, confessa que és uma pecadora:
– Perdoai-me padre que eu pequei.
– Que fizeste tu, minha menina?
– Enervei-me nas redes sociais com uma pessoas que veio comentar um dos meus posts diários e bloqueei-o. Apagar alguém da rede social é pecado, senhor padre?
– Vá, reza um Pai Nosso e duas Avé Marias e vai em paz, minha filha.
– Obrigada, sr. Padre. Amém!
Se pudesse, a quem doaria um milhão de euros?
Quaisquer instituições que envolvam crianças. Desde crianças com doenças graves a orfanatos. Distribuiria por várias!
Se fosse jornalista, quem gostaria de entrevistar? Porquê?
Tería de voltar ao passado também. E entrevistaria Amália Rodrigues só para a conhecer pessoalmente. Única na voz, mas também na personalidade. Tenho verdadeiro fascínio por ela. Quando ouço a sua voz, as canções e algumas entrevistas, sinto alguma forma de familiaridade ao ponto que me emociona. É estanho.
Que conselho nos daria?
Nunca deixem de fazer alguma coisa por medo do que outros vão pensar. Haverá sempre alguém a falar mal de alguém, pelo que fez ou pelo que deixou de fazer. Por isso, deixem-nos falar. Um dia partiremos todos e o que os outros pensaram de nós foi apenas isso, um pensamento.












