Crítica Social

O telemóvel como uma corrente invisível.

Da economia da atenção para o controle obrigatório

A economia da atenção não é proibida porque alimenta o sistema: é lucrativa, centraliza o poder e transforma a mente em mercadoria. As plataformas projetam dopaminas instantâneas que fragmentam a concentração, perturbam o sono e reduzem a autonomia mental.

Mas o telemóvel já não é apenas entretenimento. Ele tornou-se uma chave obrigatória: bancos, administração, saúde e trabalho o exigem como requisito oficial. O que começou como conveniência, hoje é uma dependência imposta. Sem ele, você está fora do sistema.

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O resultado: um duplo controle. Primeiro, a captura da atenção; depois, a obrigação tecnológica.

O respeito à autonomia individual desaparece e o cidadão fica preso entre a adição e a necessidade.

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Manso Preto
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