Crítica Social e Humor

GENOCÍDIO MENTAL SILENCIOSO.

Oferecer-nos-ão conexão e entregamos-nos ao controle. Não carregamos um celular: carregamos uma coleira digital.

Vivemos curvados, com os olhos fixados em telas que nos distraem, nos programam e nos desgastam. O que parecia progresso se tornou uma colonização invisível da mente. O telemóvel, transformado em prótese diária, deixou de ser uma ferramenta para se tornar o senhor.

Já não pensamos: reagimos.

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Já não lembramos: buscamos.

Já não contemplamos: consumimos.

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Manso Preto

E o mais grave: já não somos donos de nossa atenção.

O cérebro humano, submetido a estímulos constantes, sofre:

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Déficit de atenção, incapacidade de concentração.

Ansiedade digital, insónia, isolamento emocional.

Dependência estrutural: sem telemóvel, não existes.

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As redes sociais, a mensagens imediatas, as notificações e a luz azul não são inocentes. Estão desenhadas para nos manter ocupados, alteráveis e obedientes. Uma mente conectada 24/7 é uma mente que já não descansa, nem se rebela.

Ao levar sempre o telemóvel consigo, damos o nosso rastro, a nossa reação, a nossa liberdade. Mas quando decidimos deixá-lo em casa, usá-lo como um telefone fixo, controlar os seus tempos… recuperamos soberania.

Não se trata de não ter telemóvel.

Trata-se de não ser propriedade do telemóvel.

Porque isso não é um avanço tecnológico:

É um genocídio mental com aparência de conforto.

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