Em Abril, fez nove anos que a CIM (Comunidade Intermunicipal do Minho) anunciou, com pompa e circunstância, um plano de investimento mútuo com a Galiza. Projectos com o recurso a fundos Comunitários – diziam.
Na altura, confessei a minha preocupação com esta arremetida a tantos biliões de euros alegadamente vindos de Bruxelas – qual Pai Natal! -, querendo os nossos políticos fazer esquecer quem são os grandes culpados do endividamento e pré-colapso financeiros das autarquias que, como eles bem sabem mas ousam atrevidamente sonegar, têm de entrar com uma boa fatia conseguida através de empréstimos junto dos nossos bancos.
Na situação em que Portugal está, os investimentos públicos deveriam ser condicionados a esse retorno económico e social e muito bem controlados nos respectivos custos para evitar as vaidades em que os ‘portugas’ são pródigos. Porque ou não temos, ou quando fazemos tem de ser do melhor. Há dinheiros para ecovias inauguradas sucessiva e matreiramente e sempre avançam algumas centenas de metros, mas já não existe para melhorar as construções escolares … Prometeram-se novas pontes e condições de navegabilidade na foz do Rio Minho que permitisse a ligação permanente entre Caminha e A Guarda!
E o que aconteceu em termos práticos ao logo de quase uma década?
Ao contrário dos países do centro e norte da Europa onde privilegiam a funcionalidade e utilidade desses investimentos, por cá não se poupam a promessas, mesmo que em vésperas de eleições…
Mas nós é que somos ‘finos’!
Para não dizer uma palavrão!…


