Hoje, optei por falar de política e dos seus usufrutuários.É útil, conveniente e sempre pode proporcionar-nos alguns momentos de ironia incontida…
Porque só eles e os que por estes foram nomeados para lugares almofadados, dão-me um enorme e incontrolável gozo, ao apontar-lhes os pecados e pecadilhos.
E, Deus me dê saúde, durante muitos anos vou ter matéria à fartazana para me meter com esta casta.
Basta ver a lentidão com que decorrem os macro-processos judiciais, com recursos atrás de recursos, de instâncias em instâncias, falecimentos de algumas figuras-chave, prazos que expiram, dificultando a prática da Justiça – tudo isso me leva a prever que as culpas vão morrer solteiras…
E estes exemplos parecem ter feito escola pois, mesmo nas autarquias locais, há por aí uns tantos mergulhados em processos, que procuram disfarçar as notificações e, quando o tema vem a público num ou noutro jornal, recorrem à ameaça ou a outros… meios.
O contrário seria uma ingratidão para os arguidos que renunciaram ao recato as suas imaculadas vidas pessoais e sociais em troca do sacrificado serviço público pátrio que implica exposição, cumprido com uma seriedade intocável.
Oxalá não me engane!
O país agradece, os portugueses continuarão a votar nos mesmos partidos e eu insistirei, por entre sorrisos, em não perder a ironia e o deleite com que os ouço falar de cátedra…



