A apresentação da candidatura às próximas eleições autárquicas, aparentemente já com uma dinâmica de vitória e onde nem faltou um hino próprio, ocorreu no lotado Cine-Teatro Marreca Gonçalves.
O candidato contou com um forte apoio de todos, incluindo «o entusiasmo de jovens que aspiram a um concelho diferente» e os que «acreditam nos destinos de Vila Nova de Cerveira a mudarem de rumo, para um concelho com maior dinâmica e novas oportunidades todos os cerveirenses».
Aristides Manuel Rodrigues Martins, 57 anos, advogado, casado e com duas filhas, foi vereador na Câmara Municipal nos mandatos 2005/2009 e 2009/2013 e Deputado Municipal no mandato 2013/2017
O conhecido advogado foi, também, Presidente da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de 2013 a 2021.
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“E nós somos Cerveira”
é a sua palavra de ordem, como frisou no seu discurso de apresentação.
«É com enorme sentido de responsabilidade, humildade e uma enorme vontade de servir a nossa terra, que hoje me apresento perante vós como candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira nas eleições autárquicas de 2025. Faço-o com o compromisso de trabalhar por um concelho mais equilibrado, mais justo e com oportunidades para todos. Faço-o por amor à nossa terra, pelas nossas gentes, pelas nossas freguesias, das margens do rio às serras do interior».
PUBAristides Martins, admitiu que «Esta não é uma decisão que tomei de ânimo leve. É uma decisão pensada, sentida e assumida. Cerveira precisa de uma nova energia, de um novo compromisso, de um projecto e de uma visão que una o que somos com o que queremos ser. Acredito que é possível, com dinamismo, dedicação, ideias e visão de futuro, devolver esta terra á senda do desenvolvimento que a tornou ícone cultural e social, à prosperidade e ao bem-estar a todos os Cerveirenses.»
Nas próximas eleições autárquicas de 2025 todos os cerveirenses são chamados a escolher o Presidente da Câmara Municipal e a equipa que será responsável pela gestão do Município, a Assembleia Municipal e cada uma das 11 freguesias e uniões de freguesias, nos próximos 4 anos. Por isso, o advogado reconheceu que «Chegou o momento, a oportunidade de escolher os melhores, aqueles que pelo seu perfil e pelo seu programa dão garantias de dinamismo, criatividade e dedicação à Causa Pública em benefício de todo o concelho e de todos os cerveirenses».
E complementou o seu desafio: «Apresentarei a todos os Cerveirenses uma alternativa para garantir a gestão do Município de Vila Nova de Cerveira, apoiada numa equipa jovem, ousada, dinâmica, credível e profissional, com provas dadas nas mais diversas áreas económicas, empresariais e dos serviços, uma equipa com visão moderna, e adequada à resolução dos reais problemas do nosso concelho, uma visão determinada e audaz».
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O candidato do PSD realçou, perante uma forte ovação da sala, que «Não me move qualquer protagonismo individual, mas apenas a desafio de
realizar projectos de interesse colectivo em prol do nosso concelho. Eu não estou aqui para me servir. Estou aqui para servir. Para pôr a Câmara ao lado das pessoas. Falo-vos hoje como candidato, mas acima de tudo, como filho desta terra. Sou daqui. Cresci a conhecer cada rua, cada rosto, cada história de Vila Nova de Cerveira. Sei do que somos feitos: trabalho, honestidade e dignidade. Estou ciente da dificuldade e responsabilidade que o exercício do mandato de Presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira comporta, mas estou também determinado a poder servir a causa pública, servir a minha terra e todos os cerveirenses e contribuir para a desenvolvimento de Vila Nova de Cerveira».
«Vou falar-vos de Cerveira» – e passou aos objectivos que persegue para a sua terra natal. «Governar o concelho de Vila Nova de Cerveira constitui um desafio ímpar, pelo qual vale a pena lutar e para o qual peço o vosso apoio, estando convicto de que saberei sempre ser merecedor da vossa confiança. Vou falar-vos em traços gerais da nossa visão de futuro para Vila Nova de Cerveira. É tempo de olhar para a habitação como um direito e não um privilégio. Não podemos continuar a ver os nossos jovens e as nossas famílias a deixarem Cerveira por falta de habitação a custos acessíveis. Todos sabemos que infelizmente temos um déficit habitacional gritante ao nível de todo o concelho, em virtude de falta de investimento em habitação a custos acessíveis que se verifica á décadas».
E deixou uma farpa: «A opção do actual executivo foi o de nada fazer, nem uma pedra foi lançada. Desbaratou a possibilidade de em 2021 poder iniciar construção e 44 fogos na freguesia de Campos, cujo terrenos estavam disponíveis e os projectos se encontravam concluídos. Contudo, tudo foi abandonado deliberadamente pelo actual executivo, com o argumento de que não pretendiam construir habitação social no concelho. E assim se chegou a esta situação dramática de total falta de resposta e incapacidade de fixar no concelho as famílias e os mais jovens».
Com ar plenamente confiante, adiantou que «é nosso compromisso pôr em marcha um projecto de construção de 100 fogos de habitação a custos acessíveis, distribuídos por várias freguesias do concelho, designadamente na freguesia de Campos. Estou certo de que a execução de tal medida logrará inverter o drama da habitação no concelho. Temos seguro que o Governo de Portugal liderado pelo Dr. Luís Montenegro dará todo o apoio a tal medida, que também é uma medida nacional».

No que diz respeito às acessibilidades, Aristides Martins, afirmou que «É tempo de desbloquear o potencial da nossa frente ribeirinha. O rio Minho é uma das nossas maiores riquezas, tem um potencial enorme que neste momento está a ser mal aproveitado. Por isso, é nosso compromisso a requalificação de toda a via ribeirinha entre a praia da Lenta e S. Gonçalo com a construção de uma saída a sul para a N13, que descongestione o trânsito e valorize o acesso ao rio, tornando Vila Nova de Cerveira mais atractiva, funcional e ecológica. É tempo de valorizar verdadeiramente o interior do nosso concelho. É inaceitável que em pleno século XXI ainda haja freguesias esquecidas, com acessos degradados e falta de investimento». E exemplificou com algumas freguesias: «Covas, Sapardos, Gondar, Candemil e tantas outras freguesias precisam de mais atenção, de mais investimento e de mais ligações ao centro do município. Requalificação das estradas que ligam o interior do concelho ao litoral, com destaque para a requalificação da EN nº 302 entre Covas e Sapardos. Todos sabemos que esta obra estava prevista pelo anterior executivo, contudo o actual relevou total inércia e incapacidade para lhe dar início, e volvidos cerca de 4 anos tudo está por fazer. Pois bem, assumimos o compromisso de iniciar o processo de requalificação de tal estrada nacional entre Covas e Sapardos, eliminando os estrangulamentos que a mesma apresenta, tornando o traçado mais linear, seguro e cómodo».
Outro tema abordado nesta apresentação pública foi os transportes. «Todos sabemos que existe uma dificuldade estrutural ao nível do transporte publico entre as freguesias e o centro do concelho. A distância de Covas ao centro é de cerca de 12 km. As pessoas que nas suas vidas têm necessidade de deslocar-se ao centro de Cerveira para tratar de assuntos diversos nos serviços públicos, Tribunal, Finanças, escolares, estão confrontadas com a falta de respostas de transporte publico. Pois bem, é nosso compromisso por em marcha um serviço publico de transporte verde integrado e em rede por todas as freguesias, assegurado por minibus eléctricos, que dará resposta ás necessidades dos cerveirenses».
O candidato do PSD não esqueceu as relações com as freguesias. «Todos sabemos que as relações entre a Camara Municipal e as 11 freguesias e uniões de freguesias se pautam por relação institucionais e de cooperação. As freguesias são um pilar essencial na resolução dos problemas dos cidadãos, sendo que, asseguram em cada território tarefas da competência da Câmara Municipal. As freguesias asseguram assim por via protocolar a execução de tarefas relacionadas com a manutenção e conservação da rede viária, limpezas, águas, por conta das quais são transferidas actualmente verbas no valor global de 250,000,00 €. Ora tal valor há vários anos que não é actualizado, sendo que todos os custos inerentes aos serviços prestados têm sentido aumentos acentuados, razão pela qual é manifestamente insuficiente». E apontou uma solução: «É nosso compromisso actualizar o valor global a transferir para as freguesias e uniões de freguesias para o valor de 500,000,00 €, assim permitindo uma melhoria do nível dos serviços prestados».

A icónica montanha, o Cervo, mereceram iguais destaques na sua intervenção, aqui de forma algo mais emocionada e que, mais uma vez, arrancou fortes aplausos do público: «Aquele símbolo que nos identifica, aquele lugar mágico que todos admiram, precisa de ser cuidado e valorizado. Proponho criar infraestruturas consistentes junto ao sítio do Cervo, valorizando a escultura existente e o seu autor, o escultor José Rodrigues». Para isso, propõe instalar uma base de apoio à protecção civil, miradouros, percursos pedonais seguros, pontos de informação e áreas de descanso e laser.
«Proporei retomar o projecto de instalação de infraestrutura do baloiço, que em tempos difíceis tanto promoveu o nome de Cerveira a nível nacional, como ideia de referência. É hora de dar vida à nossa montanha, de a tornar acessível, integrada na nossa estratégia turística e ambiental».
O conhecido advogado realçou que «Esta candidatura não se resume a obras e projectos. Esta é uma candidatura de proximidade, de diálogo e de futuro. Queremos ouvir as pessoas, envolver as associações, dar voz às freguesias».
E exulta que «Queremos uma Cerveira onde os jovens vejam futuro, onde os mais velhos se sintam respeitados, onde a economia local tenha apoio real e onde a cultura, a educação e o ambiente sejam prioridades. O segredo do sucesso é falar com as pessoas, com cada um dos cerveirenses e demonstrar-lhes de forma simples, mas segura, a razão pela qual chegou a hora da mudança em Vila Nova de Cerveira. É imperativo devolver Cerveira e as suas instituições a todos os Cerveirenses a quem servem, abrir as portas e construir pontes de diálogo com todos. Queremos construir um concelho onde todos contam, onde ninguém fica para trás. Estou certo e seguro que faremos mais e melhor pelo nosso concelho. É tempo de dizer que Cerveira tem Futuro e que eu e todos vós somos esse futuro, compromisso seguro de progresso e prosperidade».
Aristides Martins lançou na sua intervenção uma promessa: «Todos os cerveirenses que apoiarem esta equipa, esta visão, não serão defraudados nas suas expectativas, pois conhecem o nosso percurso, sabem que somos honestos e de confiança e que por isso podem contar comigo, podem contar connosco. Contamos também com todos os Cerveirenses».
«Por Cerveira e pelos Cerveirenses. E nós somos Cerveira» – concluiu perante uma sala cheia, especialmente com uma juventude entusiástica que não se cansou de entoar slogans e agitar bandeiras.
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3 comentários
Cerveirenses! Olhai para o que diz este vosso conterrâneo, e apoiai-o pois Vila Nova de Cerveira, tem de mudar de rumo! Se o fizerdes tereis o fruto!
Já deveis “estar casados” de “Vofaradas” anos seguidos, e sem nada visível !
Também foram atrás do bom de palavras, mas de atos “nem pó”!
Salvo erro meu, Cerveira “está” desde 1986 na lama!
Mudar a pagina,! Pois Viana do Castelo Cidade também vai mudar a página, já “Chega” de Nobreza!
Quatro anos se passaram e, Cerveira, exceptuando a finalização do mamarracho a que, pomposamente, chamam de Palco das Artes, nada mais relevante foi realizado. Houve, isso sim, uma duplicação de equipamentos uma vez que o município é dono do Teatro Marreca Gonçalves, o mesmo que tinham a intenção de demolir.
“Cerveira viva”, que tanto prometeram, ficou pelas intenções.
Não quiseram o projecto de habitação social, porque o Presidente diz que não se revê nesse modelo(?). Eram 44 moradias que deveria estar prontas e ao serviço da população. Nem querem.
Mas aproveitaram o projecto da Zona Industrial de Sapardos, porque sabiam que era um projecto rentável e deu lucro.
E o que dizer dos descuidados espaços verdes?
A ex- EN 302 entre Candemil, Gondar e Covas, que tinha data de conclusão para 2024, nem um metro avançou. Tal como está, além de ser um perigo, em nada abona o desenvolvimento e o isolamento de Covas e ao combate à sua interioridade.
Urge mudar esta inércia.
Mulheres de Cerveira e arredores ! Levantai a pestana, Vós sois metade e mais 1/4 da população do vosso e de todo o País! Vós tendes “a faca e o queijo na mão” cortai com o passado, vamos todos votar AD para dar a volta à brincadeira Socialista, ” que se tem governado” !
Cantigas “não faltam”! Mas obras nem com um (1) telescópio se miram!