Vivemos num tempo de guerra e incerteza. O mundo encontra-se marcado por conflitos armados, instabilidade geopolítica e pelo enfraquecimento das democracias liberais. Em vários países, assistimos à erosão do Estado de Direito, à normalização de discursos autoritários e à desvalorização das instituições.
Portugal não está imune a estas tendências e, por isso, a escolha do Presidente da República assume hoje uma importância acrescida: está em causa a defesa de Portugal, da Constituição, da democracia e da estabilidade institucional.
É neste enquadramento que considero o almirante Gouveia e Melo o candidato mais preparado para o cargo. Num mundo em guerra, a experiência de quem conhece a gestão de cenários de crise, tensão e risco não é um detalhe secundário. A sua carreira militar, culminando no posto de almirante, traduz capacidade de liderança, sentido estratégico e disciplina institucional — qualidades fundamentais para um Chefe de Estado que deve garantir o funcionamento regular das instituições democráticas.
Essa competência ficou bem patente durante a pandemia da COVID-19. Ao coordenar a task force da vacinação, Gouveia e Melo demonstrou rigor, eficácia e sentido de missão, mas também respeito pelo poder político e pelos cidadãos. Conseguiu unir o país em torno de um objetivo comum, sem populismo nem protagonismo excessivo, afirmando uma autoridade serena e responsável.
O contraste com outros candidatos ajuda a clarificar esta escolha. João Cotrim de Figueiredo apresenta uma visão marcadamente liberal e tecnocrática, muitas vezes ancorada numa lógica de gestão empresarial que nem sempre se ajusta à realidade social portuguesa. E, Portugal não é uma empresa, nem a Presidência da República tem funções executivas. Luís Marques Mendes representa um percurso longo e profissionalizado na política, profundamente ligado às dinâmicas partidárias e às redes de influência que delas resultam das quais retirou benefícios profissionais, o que levanta dúvidas quanto à sua real independência institucional. António José Seguro surge como uma figura moderada, mas excessivamente apagada, sem a densidade política nem a autoridade necessárias para responder aos desafios excecionais do atual contexto nacional e internacional.
Mais grave é o caso de André Ventura. O seu discurso recorrente de confronto, a desvalorização das instituições e a relativização de princípios fundamentais do Estado de direito dão a convicção de que abrirá uma guerra contra a democracia constitucional. Num cargo cuja função principal é fazer cumprir a Constituição e defender os direitos fundamentais, estas posições representam um risco claro, sem precedentes e com consequências potencialmente incontroláveis.
É precisamente aqui que Gouveia e Melo se distingue. A sua autoridade não assenta no radicalismo nem na retórica populista, mas na responsabilidade, na independência e na fidelidade às instituições democráticas. Não depende de partidos, não vive da política, não se move por agendas ideológicas rígidas e aceita boas ideias independentemente do quadrante político de onde vêm. A sua atuação pública revela um homem que obedece, antes de mais, à sua consciência e aos interesses de Portugal — qualidades essenciais para travar quaisquer derivas autoritárias.
Num tempo de guerra e com a democracia sob pressão, Portugal precisa de um Presidente que defenda, una e estabilize Portugal e o regime democrático com responsabilidade, firmeza e serenidade, com humanidade, sem nunca esquecer os que mais precisam, daí o voto mais fiável ser em Gouveia e Melo.





3 comentários
Gouveia e Melo para Presidente da Republica, diz o “articulista”!
São todos os concorrentes “pessoas” excelentes!
Porem “Aquele” a que se refere o articulista é estrangeiro, e como tal na minha opinião não deve ser candidato em Portugal
Pois “cada Um” é rei na Sua casa, e como tal ” que vá reinar” para a Sua terra.
Já tivemos “Um ” presidente de Câmara em Viana que também era estrangeiro, e por sinal do mesmo País de onde é Gouveia e Melo!
Donde são ambos?
Senhor Telmo Esteves! O Senhor não sabe de “onde” são porque não quer! Mas eu vou dizer-Vos “São de Moçambique”!