Eterno Capitão Fernando José Salgueiro Maia pronunciou, poucos momentos antes de começar a escrever uma Nova Página na História de Portugal, o inesquecível discurso:“Meus Senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que isto chegou . Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!”
Palavras de seriedade dirigiram a Coluna Militar para um Incógnito Futuro. No fim do dia seriam Heróis da Nação ou os Familiares enfrentavam o Silêncio do Luto. Apesar de conscientes do Perigo, não desistiram de desafiar o Fado da Vida contra a Ditadura. Ao chegar a Lisboa aconteceu uma pequena cena, quase como uma última Chamada de Atenção. A Coluna Militar parou ao Sinal Encarnado: Duas Senhas lançadas e longe demais para recuarem, decidiram seguir e enfrentar no Centro da Capital e da Ditadura o seu Destino. A Noite de 24 de Abril guardava entre Vida e Morte um perigoso, mas corajoso Segredo. De Manhã Portugal enfrentou a Alvorada da Revolução. A Coragem dos Capitães de Abril e de todos, que decidiram seguir o perigoso Caminho escreveram uma Nova Histórica Era para Portugal. Aconteceram determinantes momentos, que decidiram entre Guerra e Paz. Decisões entre Ordens Ditatoriais e Resistência Revolucionária. Capitães de Abril foram “Navegadores” ao conduzirem na direção de Lisboa. “Descobridores”, porque acreditaram que existia uma real oportunidade para um
“Novo Mundo” sem Ditadura. E por fim foram “Conquistadores” ao conquistarem a Liberdade para a República Portuguesa. Com a Fé, Esperança e Coragem dos seus Cavaleiros, Guardiães e Heróis a pequena Pérola Lusitana que se chama Portugal ofereceu à História da Humanidade a Revolução dos Cravos:
Coluna Militar da Revolução à Liberdade
Cavaleiros, Guardiães e Heróis da História de Portugal
Com a Palavra reviver a Revolução Homenagem aos Capitães de Abril dos Cravos
1974 – 50 ANOS – 2024
Coluna dos
Cravos da Liberdade
Na escura noite da Ditadura –
A coragem começou uma aventura.
Movimento das Forças Armadas –
Para Novos Tempos foram designadas.
“… o estado a que chegámos.” – Decisiva declaração.
O princípio do fim pronunciado com convicção.
Coluna Militar – Secreta nas Estradas.
Novas Ordens bem guardadas.
Escola Prática de Cavaleria –
De Santarém para o Terreiro do Paço.
Entre Triunfo e Fatalidade decisivo Passo.
No Posto Comando da Pontinha começaram.
A Emissora Rádio Clube Português ocuparam.
Capitães suas vidas arriscaram.
Com Esperança duas senhas lançaram.
No silêncio na rádio entoaram.
Para sempre – na memória ficaram.
“E depois do Adeus” começou a História.
“Grândola Vila Morena” cantou Vitória.
De madrugada a Lisboa chegaram.
Com armas e coração rezaram.
Pararam ao sinal encarnado.
Porém, já tinham muito caminho andado.
Lenço Branco contra a Guerra elegeu.
Decisão de Vida à Ordem desobedeceu.
A Liberdade, ninguém consegue prender.
A Verdade tem a Justiça para crer.
O País em nome da Pátria defenderam.
Com a História de Portugal venceram.
No Quartel do Carmo a Ditadura se refugiou.
Porém, a hora da Queda do Estado Novo
se pronunciou.
No glorioso 25 de Abril aconteceu.
A Revolução dos Cravos nasceu.
Capitães de Abril – com a Ditadura acabaram.
A Portugal – a Democracia consagraram.
Da Coluna Militar à do Cravo Encarnado.
Ofereceu a Portugal a Solene Liberdade.
No fim do dia ficou o pensar:
O Passado não se consegue apagar.
Na Esfera da alegria o recordar:
Saudade das Vidas, que se perderam a lutar.
Capitães de Abril – Coragem e Liberdade.
Jovens não olharam à idade.
Vossas Vidas com Coragem arriscaram.
Em nome de Portugal lutaram.
Perante o perigo entre Vida e Morte –
A certeza do escolhido Fado … era mais forte.
Com ousadia e convicção – olhar firme! – enfrentaram canhões.
Humilde seriedade – Honrado símbolo para sempre nos corações.
A Bandeira se hasteou, a Portuguesa se cantou.
Nova Era a Portugal se consagrou.
Cavaleiros, Heróis e Guardiães –
Espingarda com Cravo,
para sempre Nossos Capitães.
25 de Abril de 1974,
Revolução dos Cravos
Valor do Cravo Encarnado
Oferece um Cravo Encarnado.
Conta um heróico Fado.
Nasceu da Revolução.
Liberdade a Recordação.
O Caminho a Coragem.
A Não Desistência a Mensagem.
Conhece a Fatalidade.
Protege a Humanidade.
Com o Bem triunfar.
Com Dignidade lutar.
Contra Guerra e Escuridão.
Segura Vida e Coração.
Um Cravo na Mão.
Convida a ser Capitão.
Ofereço um Cravo Encarnado.
Para sempre meu Fado.
Convite à Nação Portuguesa a participar na Coluna não Militar, mas sim dos Cravos Encarnados
Convida-se as Cidadãs e os Cidadãos a reviverem a Revolução do 25 de Abril. Comemorar de forma simbólica a chegada de uma Nova Era a Lisboa, e assim a Portugal. Oferecer à Nação Lusitana um Cravo Encarnado, a fim de Homenagear os Capitães de Abril e todos que procuraram e continuam a salvaguardar o Direito da Liberdade e de todos os Valores da Humanidade.
Obrigado à Fé, Esperança e Coragem que protegem os Direitos Humanos.
Cravo Encarnado,
hoje não na Espingarda,
mas sim na Memória
apela ao
Não Esquecimento:
“Viva Portugal!”





