In Memoriam de Antonieta Dias

No final da passada semana, recebi a triste notícia do falecimento de uma grande Amiga e Colunista aqui no Minho Digital – Antonieta Dias!Fiquei completamente destroçado! Perguntaram-me quais foram as dores mais fortes que consegui suportar. Fiquei em silêncio por um instante, não porque não soubesse a resposta, mas porque algumas dores não se explicam com palavras…Pensei nas dores físicas – aquelas que marcam a pele, cortam a carne. Sim, já senti algumas. Mas as dores mais intensas que já suportei não deixaram cicatrizes visíveis. Elas não sangraram, não latejaram de forma que pudessem ser curadas com remédios ou repouso. Foram dores que se alojaram na alma, que me silenciaram, que tornaram os meus dias longos e as noites difíceis de ultrapassar.

A da Antonieta foi uma delas! Foi a dor da perda, da despedida inesperada, do vazio deixado por alguém que partiu sem aviso. Foi a dor de um adeus sem retorno, de um amor fraterno que se desfez sem explicação, como de um sonho que desmoronou diante dos meus olhos sem que eu pudesse segurá-lo. Não existe despedida mais triste e dolorosa do que aquela que fazemos, de repente, quando parte alguém que era especial.

A dor atravessou-me, rasgou-me por dentro, mas não me destruiu. Porque, no fim, descobri que algumas dores não são feitas para serem esquecidas, mas para serem transformadas. E, talvez, a maior força que temos seja essa: a de seguir adiante, mesmo carregando as marcas invisíveis do que um dia nos feriu.

O falecimento da Antonieta serve bem de exemplo! Nunca ouvi da sua parte uma contrariedade, uma apreciação negativa de quem quer que fosse, antes palavras de entusiasmo, incentivo e apelo a tornear eventuais obstáculos. A bondade da sua alma era imensurável.

Sabíamos que estava doente, mas nunca nos deu a entender da sua gravidade. Jamais iremos ver o seu sorriso lindo, aberto e ternurento. Jamais ouviremos as suas gargalhadas.

A dor de perder alguém é aquela que dói na alma, aquela que não passa, só é amenizada, mas que sempre será lembrada.

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Manso Preto

Como superar a morte de um ente querido? É difícil, porque uma parte de nós morre junto. O que nos mantém vivos são as lembranças e todo amor, carinho e afecto que essa pessoa nos fez sentir.

Apesar de estar com o coração apertado, eu faço questão de sorrir em sua homenagem e agradecer por ter tido a sorte de encontrar alguém no meu caminho como a Antonieta.  Apesar disso, tenho a certeza que continuaremos sempre muito próximos.

A vida dá-nos a sensação de que temos todo o tempo do mundo pela frente e, do nada, prova o quanto é frágil e efémera.

Médica Doutorada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Perita em Medicina Legal com Competência na Avaliação do Dano na Pessoa -Medicina Legal e Peritagem Médica da Segurança Social, atribuída pela Ordem dos Médicos e Auditora de Defesa Nacional enriqueciam o seu valioso curriculum profissional. Fazia parte do Rotary Clube do Porto. Mas também teve uma passagem indelével pela política em tempos nada fáceis e conturbados da nossa História. Foi fundadora da Juventude Centrista, Deputada do CDS e autarca em Vieira do Minho.

Uma última palavra à sua Família:

Perder alguém que amamos é uma das dores mais difíceis da vida, e encontrar palavras que acalmem o coração nem sempre é fácil. Neste momento de luto, a Fé pode ser um refúgio, trazendo conforto e esperança. Que estas frases os ajudem a encontrar paz e força.

jornalista.manso.preto@gmail.com
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