Há quem, por tudo e por nada ou porque o que aquilo que lê não lhe seja favorável, diabolize as redes sociais, porém quem as critica são os mesmos que as usam.
Sabemos que há muita impunidade e uma elevada dose de aleivosia mas, na verdade, isso é o reflexo da sociedade que temos.
Por outro lado, há uma determinada franja da sociedade que, ou fazem como o Trump e criam a sua própria rede, ou então sujeitam-se ao que há. Também estão à vontade para saírem, não carecem de uma fidelização qualquer.
O que não se pode ter é, ter sol na eira e chuva no nabal. Seria a mesma coisa que dizer que, antes de haver redes sociais vivíamos num Mundo perfeito? Não, não era nem nunca o será. E esta evolução, ou seja o que quiserem é imparável.
Para o demais, em casos extremos, ainda há os tribunais. Porém, este processo, é imparável. Não há instituição/empresas, publica ou privada, até os governos, que não sejam clientes das redes digitais.
Depois, se incomodarem o que tantas vezes acontece, há um sítio que serve para resolver o assunto com dois cliques.
Com isto, também, pretendo dizer que, através das mesmas, há coisas muito boas e úteis, não é tudo mal.
Eu, por exemplo, tenho conhecido uma boa parte da minha família, algures por Portugal e pelo resto do Mundo, e criado Amigos e “amigos e encontrado outros.”
Recentemente encontrei alguém que, também é da minha família. Soube-o depois de trocarmos informações longas, sobre um assunto paralelo.
E aonde é que o assunto nos levou?
A uma pessoa extraordinária que fez parte da minha vida.
PUBCom efeito, nas nossas deambulações, chegamos à pessoa de Rafael José Morgado, por todos conhecido por “Lorinho”.
Este homem, que sempre o conheci a viver em Lovelhe mas com o coração em Reboreda, foi um solteirão empedernido. Vivia com a sua dedicada irmã, Maria Euridice a quem todos tratavam por “Cota”.
Era eu uma criança quando ele, quão habilidoso que era, fez duas belas sereias, uma de cada lado do seu portão de entrada, que sobressaiam de um lago circular, e que tanto me encantaram. A frontaria da sua casa estava sempre ricamente decorada. Foram umas mãozinhas.
Armador e agente fúnebre de profissão, embelezava com esmero altares e belos andores festivos.
Este homem nunca envelheceu, sempre impediu que isso acontecesse. Na liberdade que a vida de solteirão lhe proporcionou ter, fez parte de muitas gerações sem nunca excluir nada nem ninguém.
Vivia a vida com uma parcimónia única e, nunca o vi aborrecido e, muito menos zangado, com quem quer que fosse.
Para alguns podia, até, ser um boémio, um D. Juan ou simplesmente um namoradeiro. Para mim sempre foi um distinto cavalheiro, muito bem vestido, muito educado, simpático com todos de qualquer geração e com um sentido de humor extraordinário.
Também cultivava o gosto pelo violino mas, na ausência deste, um serrote chorava música divinal que às vezes tocava em bailaricos, mais, para diversão dos mais novos, que eram no geral, a sua companhia preferida.
Muito mais havia a dizer sobre esta figura ímpar da sociedade, porém não fosse este contacto através de uma rede social, eu eu não me teria recordado dela, pelo menos, com tanta intensidade.
Rafael José Morgado merecia ser perpetuado.
(José Venade não segue o actual acordo ortográfico em vigor).



7 comentários
Obrigada, Sr. José Venade.
Obrigada, Minho Digital.
Sim, assim era o Lorinho, Rafael José Morgado, com orgulho meu Tio.
Liliana Marques Morgado
Amigo, e ex-Colega nas colunas de um jornal impresso, sem nos conhecermos, pessoalmente, quero aproveitar, a deixa, do ímpar do Norte, via Lanheses, para deixar os meus comentários no MD, com diversos pseudónimos e o Telmo Esteves, iniciado no Centro Desportivo e no Carrocel Desportivo do, então RCP.
Agradeço a quem me leu, me aproveitou e me criticou, positivamente ou negativamente.
Sinto-me tranquilo na inimizade.
Duvido da amizade.
Em Guimarães conhece uma figura com duas caras.
Gostei de a conhecer.
É-me util.
Abraço malta do MD. Todos os que escreve qualquer coisa, maior ou menor.
Desde o MP a quem vier a caminho…
Lembranças.
Amigo José Venade pode referir as figuras ímpares do concelho de Vila Nova de Cerveira.
Senhor autor de Lanheses pode fazer o distrito e as figuras ímpares. E…
Só em Vila Nova de Cerveira há Lembranças inúmeras.
Nasceu em Cerveira. Conhece ou procure saber, amigo jornalista.
O gás de estrume fabricado pelo Veterinário Morgado.
O Rafael Pedreira. O Guilherme… Presidente, O Prof. Manuel Puga. O Eng. Firmino Puga. O Jaime Romeu. O Dr. Inocêncio Barbosa. O Dr. Barros. O Eng. Roma. …
Liliana Marques Morgado
No espaço que achei conveniente contei apenas, alguns factos de tão ” castiça” personagem. Sobre Rafael José Morgado, fica muita coisa por dizer.
Para por um fecho direi que, por pessoas como ele ,o Mundo seria bem melhor.
Muito obrigado.
Caro amigo
Telmo Esteves
As figuras ímpares do nosso concelho, são ou foram reconhecidas por diversas maneiras. Muitas em vida, como deve ser, outras depois da vida.
Sem as desmerecer, prefiro aqueles que, a troco de nada, muito deram às suas terras.
Forte Abraço
José Venade
Um dia faleceu o “Nejo”.
Saiu no “Cerveira Nova” um elogio ao meu avô.
Passei a estar atento ao Sr. José Venade.
Hoje somos colegas de “vício” informativo.
Abraço amigo José Venade.