Negociar ou tagarelar / monólogo coletivo

É uma expressão, usada frequentemente.

Sobretudo por pessoas, ou profissionais, ligadas à educação de infância, com mais incidência nos mais pequenos (crianças de dois e três anos).

Quando encontrámos um grupo de crianças desta faixa etária, sentadas em grupo e a tagarelar, é muito interessante observar.

Estas crianças estão normalmente, a falar de si e para si. Ou seja, falam todos dos seus assuntos (os sapatos novos, o dedo sujo, um brinquedo novo etc.), mas não interagem verbalmente, uns com os outros. Não há reciprocidade, nem atenção ao problema do outro.

Perdoem-me este preâmbulo, mas esta expressão é sem dúvida a mais adequada, para sinalizar, o que se está a passar, nas várias negociações entre EUA/ Rússia, Israel/Palestina e Rússia/ Ucrânia/ Europa.

Algo e alguém está a falhar, de forma eficaz e desumana em todos estes processos negociais.

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Manso Preto

Se existe vontade, por parte de vários países de avançar,  com propostas negociais válidas e exequíveis, algo muito grave se está a passar, quando não se consegue atingir um consenso.

Obviamente todas estas negociações são demoradas e muito complicadas.

No entanto havendo um diálogo franco de parte a parte, por vezes é possível assumir e assinar um ou vários acordos.

Nestes casos de guerra, onde existe morte e sofrimento constante, é absolutamente maléfica e mal intencionada, a pessoa ou as pessoas que insistem no erro.

Em todos os acordos se verificam, cedências em prol do bem maior de um povo. Neste caso a vida e a liberdade de poder viver no seu país.

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Até aqui estamos todos de acordo.

Ou melhor poderíamos estar todos de acordo, se os nossos ideais fossem os mesmos.

Mas infelizmente não são.

Cada pessoa tem a sua história de vida.

Cada povo tem as suas feridas e as suas glórias.

A Ucrânia continua a ser atacada pela Rússia, e a ter de se defender.

A Ucrânia não faz parte da NATO, mas está a proteger a Europa, ao não permitir que a Rússia avance.

Os EUA e a Europa criaram a NATO!

“A NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi criada em 1949 para contrariar a ameaça da expansão soviética durante a Guerra fria.”

A União Soviética, na época criou o Pacto de Varsóvia, com alguns países próximos.

“A aliança militar soviética, o Pacto de Varsóvia, foi criada em 1955 , como resposta à NATO.”

Entretanto, como quase todos nos recordamos, devido a variadas circunstâncias políticas, a Rússia sentiu-se sem apoio, com o  fim do Pacto de Varsóvia, em 1991, logo após a dissolução da União Soviética.

Portanto neste momento os países integrantes desta antiga aliança, só apoiam a Rússia, se de facto o quiserem fazer.

Mas a NATO  mantém-se, todos os países que a integram, terão de ajudar a defender, todos os países que dela fazem parte.

Posto isto, com toda a certeza já concorda comigo em relação ao título.

Daí a escolha de “Monólogo coletivo”, porque nós Europa, não estamos a ser bem ouvidos nem pelo presidente Putin, nem pelo presidente Trump.

Os EUA são obviamente país fundador da NATO, que integra trinta e dois (32), países europeus.

Além disso, desde 9 de Dezembro de 1950 que os EUA têm um general de quatro estrelas como Comandante Supremo Aliado da Europa, da NATO.

Nesta data, quase a completar os setenta e cinco  anos (75 ), o primeiro General a ter essa responsabilidade, de supervisionar todas as movimentações e operações militares, foi o General Dwight Eisenhower.

O actual Comandante Supremo, norte mericano (SACEUR) é o General Alexus G. Grynkewich, desde 4 de Julho de 2025.

A Sede Suprema das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), é em Mons na Bélgica.

Têm sido sempre Norte Americanos os Comandantes Supremos durante os últimos setenta e cinco anos.

Por esta e outras razões óbvias é que grandes Potências da Europa, ficaram assustadas quando Trump ameaçava abandonar a NATO.

Com estes assuntos sérios e que podem trazer várias desvantagens ao mundo inteiro, não se pode brincar.

Nao se pode brincar às guerras com espadas de pau e balas de borracha.

Não se pode brincar repito, nem sequer nas entrevistas para as presidenciais a nível nacional.

Meus senhores comportem-se!

Algum dos senhores candidatos, que faz este tipo de afirmações gratuitas, já viveu anos seguidos em situações complicadas de guerra ?

Eu só de imaginar, fico sem sono durante uns dias.

Ontem, quando ouvi o secretário-geral da NATO, Mark Rutte,  alertar o mundo inteiro,  para o facto de que a Rússia se prepara para um “confronto de longo prazo”, fiquei suspensa. Recordo também que ele referiu, não poder comentar todas as afirmações do presidente Putin. Pareceu-me bem não comentar a quente, o convite que Putin fez à Europa para atacar a Rússia.

Temos todos de estar muito atentos e prevenidos, para todas as provocações Russas.

Só espero, que a América e a Rússia tenham a capacidade, de resolver os seus problemas internos da melhor forma possível, sem haver conflitos directos, envolvendo o mundo inteiro.

É que estamos numa fase muito perigosa, se considerarmos as armas nucleares, existentes desde já em vários países.

E há uma frase popular que me lembro de ouvir em jovem “(…) de poeta médico e louco, todos nós temos um pouco”.

Implica reconhecer a versatilidade do ser humano, a sua inspiração, a sua capacidade de sonhar, mas também os seus devaneios, a sua inveja e a sua maldade.

Somos todos humanos, por isso não devemos provocar, aqueles poucos loucos pela fama e posse, que estando no poder, podem causar danos irreversíveis.

Por isso, sejamos sérios nas opções e nas frases e assuntos que defendemos.

Porque na hora da verdade e da tomada de decisão, se essa decisão implicar uma guerra, que seja pela defesa dos valores mais importantes para cada um de nós.

O direito à vida e à liberdade de escolha pensamento e religião !

 

Notas:

O “monólogo coletivo” é um conceito que descreve a situação em que um grupo de pessoas está reunido, mas a comunicação não acontece de forma recíproca, estando cada um imerso na sua própria fala ou pensamento, sem se conectar verdadeiramente com os outros. Essa tendência, observada inicialmente no desenvolvimento infantil, como descrito por Piaget, pode ser vista hoje em adultos através de plataformas digitais, onde a individualidade é valorizada acima da interação.”

A NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi criada em 1949 para contrariar a ameaça da expansão soviética durante a Guerra Fria. Embora tenham existido períodos de cooperação, as relações entre a Rússia e a NATO tornaram-se tensas, especialmente com a expansão da NATO para leste e com conflitos envolvendo a Rússia, como na Ucrânia.

    • Relações históricas:

A aliança militar soviética, o Pacto de Varsóvia, foi criada como resposta à NATO.

    • Cooperação no passado:

Após o fim da União Soviética, houve um período de maior cooperação, com a Rússia a aderir ao programa “Parceria para a Paz” e a participar em acordos de cooperação com a NATO.

    • Deterioração das relações:

As relações deterioraram-se devido a conflitos e disputas territoriais envolvendo a Rússia, como na Geórgia e na Ucrânia.

    • Expansão da NATO:

A expansão da NATO para incluir países do Leste Europeu, muitos dos quais eram antigos membros do bloco soviético, aumentou a irritação russa.

    • Situação atual:

A Rússia opõe-se à entrada de países como a Ucrânia na NATO e as relações entre os dois são marcadas por desconfiança e tensão.

 

Resumo sobre o Pacto de Varsóvia#

  • O Pacto de Varsóvia foi um acordo militar assinado em 1955 que pretendia reforçar a presença militar da União Soviética na Europa Oriental e evitar qualquer ataque de países da Otan contra seus integrantes.
  • O objetivo desse pacto era contra-atacar caso algum integrante sofresse intervenção militar interna e garantir a cooperação mútua entre seus integrantes.
  • O pacto só foi criado logo após a Alemanha Ocidental aderir à OTAN, o que significou uma ameaça do Ocidente ao poder soviético na Europa Oriental.
  • Os integrantes eram: União Soviética, Polónia, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Albânia, Bulgária, Hungria e Roménia.
  • O fim do Pacto de Varsóvia ocorreu em 1991, logo após a dissolução da União Soviética.

O Pacto foi um acto.

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