A propósito do bom nome do nosso país vou contar-vos um caso de 1975 passado comigo em Londres.
Em visita turística, estava eu num estabelecimento a escolher recordações quando, vendo-me a observar uma camisola na montra, um funcionário aproximou-se e salientou que eu estava a fazer uma boa escolha pois tratava-se de uma peça portuguesa em pura lã virgem o que era garantia de superior qualidade.
Escusado será dizer que fiquei todo babado, mal sabia eu que poucos anos depois deixamos destruir quase toda a nossa indústria têxtil, ainda hoje por recuperar.
Afinal os maus Governos e os maus políticos deixaram-se embrulhar pelos bons políticos da UE e deu nisto que todos conhecemos. Por acaso temos bons professores e bons cursos que conseguiram formar gente capaz de dar a volta a esse problema, mas durou algumas décadas. Agora temos jovens a fabricar peças de sucesso com design e materiais inovadores.
Esta foi uma das razões que nos levaram a lembrar questões tristes do passado, gloriosamente ultrapassadas com a ajuda da capacidade e arrojo de uma juventude já habituada a resolver os seus problemas sem contar com ajudas políticas.
Mas agora, para sujar novamente a escrita, temos um Governo a envergonhar-nos perante os restantes parceiros da Europa.
Será que estas pessoas ainda não se aperceberam que os restantes habitantes do mesmo planeta, também pensam? Já quantas vezes aldrabaram currículos em Governos? Ainda não se convenceram que essa não é uma boa forma de fazer política? Há que ser honesto!…
Existem imensos políticos sérios, são esses que devem acabar com quem inventa tantos truques e os faz passar por aquilo que não são. Se corrigirem essa atitude, talvez obtenham melhores resultados políticos o que seria ótimo para todos nós.
Depois justificam-se com palavras como; “engano sem importância”, como se um engano se pudesse traduzir em mentiras que só podem ter sido acrescentadas com a intenção de lá colocar alguém que certamente filtre algo a esconder à justiça da União Europeia.
Acabaram por estragar mais do que proteger! Como é hábito…
PUBEste era o método utilizado por alguns investidores e industriais do nosso país, num tempo em que era notória a ausência cultural. Só que isso já não é aceite, quem lida com estas coisas já dificilmente ocupa lugares caídos do céu.
Em quase toda a Europa, a generalidade dos políticos são escolhidos essencialmente pela sua cultura, competência e experiência.
Será que, por cá, vamos continuar condenados a este vexame?




