Os Intocáveis

Esta triste constatação é a mais dolorosa realidade, observada neste mundo de contrastes permanentes.

Somos os actuais habitantes temporários do planeta (A.)

A história deste nosso mundo tem raízes profundas, poderosas e muito sofridas.

Nada é a preto e branco, nem as terras, nem os mares, nem os montes e muito menos as pessoas.

São os maravilhosos cambiantes de cor, forma e brilho que nos encantam, que tornam este mundo, esta terra e este planeta irrepetível.

-“Não há planeta B!”

GOSTA DESTE CONTEÚDO?
Manso Preto

Gritam os jovens, as crianças e os adultos deste actual planeta A.

Não há mesmo outra hipótese, para nós humanos! Não podemos sobreviver, com outro ar, outro sol ou outro mar, sem ter  os pés assentes nesta terra.

E a beleza e diversidade do planeta Terra acentua-se, quando nos recordamos da história, filosofia e valores dos vários países existentes.

Um povo é a sua história, a sua língua e os seus valores.

É sem sombra de dúvida, uma carga pesada sobre os nossos ombros, esta tão proclamada nacionalidade.

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Cada um de nós assume este estatuto de pertença, logo desde que nasce.

Nascemos no lugar de eleição, de pertença ou de escolha dos nossos progenitores. Aprendemos a amar o país, a vida…. e a respeitar a morte.

E com a vida não se brinca!

E com a morte também não!

O Direito à Vida é único, intransmissível!

Respeitar a própria vida e a dos outros, é um sinal de humanidade, respeito pelo outro e pelo planeta.

Mas o planeta (A) sofre diariamente, com as agressões feitas aos que o habitam, destruindo famílias inteiras.

Cidades maravilhosas reduzidas a lixo, pedras e cinzas.

Marcos de uma história passada, com monumentos e edifícios belíssimos, que se transformam em pó em segundos.

Pobre planeta (A) que insiste em resistir,

sob a ameaça constante, de uns quantos poderosos/Intocáveis.

Loucos pela fama, inebriados pela ganância, pelo poder económico e sobretudo pelo poder bélico.

É o mundo das armas, do dinheiro, das terras raras, do ouro, do petróleo, dos diamantes etc.

É um super poder, este do poder bélico!

As armas destroem ao segundo, seres humanos de todas as idades e etnias, habitantes temporários, do lindo  planeta Terra.

Existe de facto, uma nova ordem mundial, existe um novo paradigma!

Um novo paradigma imposto, pela força das armas, com muito sofrimento por parte dos inocentes.

Imposto também, pelo silêncio dos observadores, pelo ruído das armas e  pelos gritos e lágrimas de revolta de muitas crianças e recém nascidos.

Sentimo-nos atordoados e muito perturbados, com a ligeireza das justificações dadas por Trump e Putin, quando invadiram respectivamente a Venezuela e a Ucrânia.

Porque não respeitaram, os respectivos espaços físicos, muito menos a decisiva liberdade de escolha, de cada um dos países.

Simplesmente, precisavam dos recursos ou territórios desses países, e atacaram-nos.

Nenhum tipo de ataque de morte, por razões económico políticas é aceitável! Cada país tem direito, a ter a política que escolhe e defende, sem prejudicar os seus pares.

No entanto, todos reconhecemos que existem países, onde não existem eleições livres, onde não existe liberdade de escolha política, económica e social.

Será que dentro deste novo Paradigma, desta nova ordem mundial, os países se poderiam unir e estabelecer um acordo de NÃO  AGRESSÃO, permitindo que todos os povos pudessem escolher de forma livre os seus legítimos representantes?

Eu sei que posso parecer ingénua, nesta petição, mas perante tudo a que já assistimos, tudo me parece provável e exequível, inclusive a paz na Ucrânia e a “venda” da Gronelândia.

Ninguém nasce preparado, para ter uma

morte imposta precocemente, pela pobreza extrema, fome, frio, falta de cuidados básicos, higiene, vacinas, medicamentos e boas condições de saúde e tratamento.

E ainda menos preparados estamos, para uma  morte abrupta, através da violência (dos mísseis, drones etc.) exercida sobre pessoas inocentes, de várias idades, credos religiosos e nacionalidades.

São os chamados ” danos colaterais”, são as ” baixas incontáveis “, os mortos de que ninguém fala.

É por estas Questões de Princípio, tal como [ direito à vida ] [ preservação do planeta] [ liberdade de escolha] que toda  a humanidade, se revolta, grita e clama desesperada, para que a justiça seja feita.

É nesta grandiosa dimensão do direito à vida, que a Velha Europa tem de intervir. O direito à vida é sagrado !

Neste nosso mundo imperfeito existem muitos pensadores importantes, muitas organizações internacionais, chegam a ser às centenas, abrangendo áreas políticas, económicas, culturais e desportivas, que podem e devem ajudar a fazer a diferença.

Em primeiro lugar temos a ONU, como sendo a maior e mais abrangente.

É nesta organização que está colocado,  um português.

António Manuel de Oliveira Guterres, é um engenheiro, político e diplomata português e timorense, que serve como nono Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas desde 2017.

Temos também a União Europeia, a NATO, a OMC, FMI, Banco Mundial e a CPLP, entre outras.

Todas estas instituições constituídas por vários países, podem e devem intervir, sobretudo cooperar com alguns países, em diversas áreas.

E temos ainda, António Luís Santos da Costa, um advogado e político português que atualmente serve, como Presidente do Conselho Europeu.

Dois portugueses, em lugar de destaque a nível internacional. Dois portugueses que podem falar, reconhecer o mérito ou demérito, que podem apontar soluções de diálogo. Que podem construir pontes.

Pergunta-se, quem melhor do que estes dois ilustres filhos da pátria de Camões, para argumentarem, convencerem pela palavra, pela insistência, pelo elogio, pelo mérito e excelência, os interlocutores internacionais, de que a única solução duradoura, só acontece através da Paz e da Liberdade de Escolha.

Cada povo, cada pessoa deve ter a liberdade de escolher, o que é melhor para si, sem prejudicar a liberdade do outro.

E aceitar o escrutínio, a decisão de todos através de eleições livres.

Haver um “Super Man” que atravessa os céus e defende tudo e todos, castigando ” os maus”, resultou e ainda resulta na banda desenhada.

No nosso mundo actual, a matéria prima não é um boneco desenhado numa página, mas um coração que vive, ri, chora e sente dor.

 

Notas:

“Questões de princípio” referem-se a fundamentos éticos, morais ou legais que guiam decisões e condutas, sendo cruciais para definir valores, direitos e a estrutura de sistemas (como o direito e a administração pública), com exemplos como os princípios da legalidade, moralidade, da subsidiariedade, ou princípios científicos/filosóficos que moldam nossa compreensão do mundo. São as convicções mais profundas que sustentam as normas e as ações, evitando o arbítrio e garantindo justiça e ordem.

 

Exemplos de Organizações Internacionais

Globais/Mundiais:

ONU (Organização das Nações Unidas): Fórum principal para paz e cooperação global.

OMC (Organização Mundial do Comércio): Regula o comércio internacional.

FMI (Fundo Monetário Internacional): Estabiliza a economia mundial.

Banco Mundial: Apoia o desenvolvimento em países pobres.

OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte): Aliança militar.

OIT (Organização Internacional do Trabalho).

OMS (Organização Mundial de Saúde).

 

Regionais:

União Europeia (UE): Foco na Europa.

CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

União Africana (UA).

ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

Em resumo, são muitas e variadas, sendo a ONU o principal exemplo de um esforço coletivo global.

* O autor não segue o acordo ortográfico de 1990

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