Paulo Morais, candidato da AD à Câmara Municipal desafiou, em ‘Carta Aberta’, o presidente da autarquia de Viana do Castelo, Luís Nobre, a repensar e suspender o projecto da construção do novo mercado onde foi demolido o Prédio Coutinho.«Essa suspensão justifica-se, em primeiro lugar, porque o modelo de edifício a concurso pode já não ser o adequado aos tempos de hoje, nem sequer corresponder à vontade dos vianenses. Atente-se que nestes últimos anos os padrões de consumo e de estilos de vida passaram por transformações significativas. Não pode levar-se a cabo um empreendimento de tão avultado investimento financeiro sem se garantir, primeiramente, que ele vai efectivamente servir os interesses de Viana e dos Vianenses e de que trará o devido retorno em termos da qualidade de vida dos habitantes»
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«Em segundo lugar» – acrescenta o professor universitário -, «porque entendo que essa decisão deve ser objecto de apreciação do novo executivo camarário, decorrente das eleições que terão lugar muito em breve. A decisão do que se vier a construir no local onde se situava o Edifício Jardim (vulgo “prédio Coutinho”) deve passar por ampla discussão pública a ter lugar imediatamente a seguir às eleições autárquicas que se avizinham. Discussão que prometo levar a cabo, caso seja eleito presidente de câmara, como anseio. Não faz sentido tomar uma decisão desta envergadura a menos de quatro meses das eleições a (menos de 10% do tempo de mandato).»
Perante a Declaração de Utilidade Pública que permitiu a expropriação e demolição do prédio “Coutinho”, impondo-se o fundamento na base dessa decisão que apontava para a construção de um novo mercado, o candidato da AD diz agora concordar perante os factos, mas refere, no entanto, que este «deve ser dotado de condições de competitividade e retomando antigos significantes urbanos e que o imóvel a construir para o efeito reproduza, na sua forma, o mercado que aí existiu” (artigos 54.º e 55.º do Regulamento do Plano de Pormenor do Centro Histórico de Viana do Castelo).»
PUBE aponta as suas razões: «Ora não é certo que o edifício agora concursado cumpra estas missões, à luz da interpretação actual. Aliás, a desadequação do modelo de edifício no tempo levou já a que o projecto inicial (do arquitecto Alves Costa) tenha sido completamente abandonado e substituído, alegando o factor tempo, por câmara em que o próprio Luís Nobre integrava, e com a sua concordância. Na altura, José Maria Costa (em 2016) afirmava que o projecto tinha de ser ajustado à “realidade actual”. Passaram quase dez anos! Por coerência, deve agora, caro Luís Nobre, defender a reavaliação e eventual reformulação do projecto, face à eventual obsolescência do edifício proposto.»
Paulo Morais não resiste a lançar uma farpa: «Este processo “Prédio Coutinho/Mercado Municipal” arrasta-se há bem mais de vinte anos, foi mal conduzido pelos executivos autárquicos que integrou.», realçando que «Embora conhecendo o adágio popular que diz que “o que nasce torto tarde ou nunca se endireita”, peço-lhe que, neste processo fundamental para a revitalização do tão abandonado e deprimido Centro Histórico de Viana, não contribua para que, com este concurso, se cumpra um outro adágio, o de que “é pior a emenda que o soneto”.
O candidato a conquistar a Câmara Municipal da cidade onde tem as suas raízes, conclui a ‘Carta Aberta’, faz um apelo a Luís Nobre: «Assim, por razões de respeito ao Património e à história da cidade que nos viu nascer e onde fomos criados, reitero o meu pedido de que suspenda o processo de adjudicação da obra do novo mercado municipal.»
Video:
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3 comentários
Não há um concelho, no distrito de Viana do Castelo, onde os mercados sejam uma mais valia, pelo contrário.
O de Vila Nova de Cerveira, está semi-abandonado, com alguma vida aos dias de feira.
Ali, nada mais devia ser construído. Há tanto onde gastar mais de uma dúzia de milhões de euros…
Sou “um pequenino articulista” aquém ninguém liga e por vezes os meus comentários não são publicados neste jornal digital, porque “faz mossa” aos Chuchas!
Sobre o mercado municipal dizia eu em 19/02/2018 Prédio Coutinho para todos os serviços municipais que “andam” espalhados pela cidade ! Praça de Touros para Mercado Municipal e com o dinheiro do abate , fazer as obras na Praça de Touros ! Para mercado municipal!
Amanhã ´, quando tudo estiver no chão e os inertes saírem dali o “mercado municipal” na minha “ideia” será uma miragem ! Os Vianenses como “quase todos” os Portugueses esquecem-se rapidamente !
No dia 31 de Janeiro de 2025 “o mercado é uma miragem”!
Os vianenses quando quiserem “ir às compras” para alimentação, nomeadamente hortaliças, cenouras, curgetes, alho francês, e nabos e por falar em nabos nestas terras à muitos minha e na minha terra é um autentico viveiro!
No dia 1 de Abril de 2025, digo e não é mentira !
Vejam os fotos publicados no “Minho digital” a maneira como vai ficar o mercado municipal ! Um “cabano” coberto com uma teia de aranha em aço no meio do património do século 18 e dezanove !
Esta é a nobreza que impera em Viana
Vianenses abri a pestana.
Lavrador e autor
José Migueis Cachadinha
Vianenses vem “aí” as eleições, imponde regras e disciplina no concelho de Viana do Castelo, já chega de ” trapalhadas “! Vão a Nogueira ver “todos os caminhos e largos “estão” todos pretos!
Só se “salvou um”!
Li José Cachadinha.