«Entre o improviso de hoje e o futuro que queremos construir» – é esta a situação que, segundo o jovem engenheiro, «padece» o Concelho.
E concretiza: «Ponte da Barca encontra-se numa encruzilhada. Apesar dos sinais de pequenas obras visíveis por todo o concelho (verdadeiros remendos) a realidade é que muitos dos investimentos feitos pela atual gestão municipal carecem de visão estratégica. São decididos isoladamente, sem consulta à oposição, sem escutar especialistas e, sobretudo, sem envolver a população. A consequência direta disto é o agravamento da dívida pública, o esgotamento de zonas estratégicas para o crescimento e a ausência de um verdadeiro plano a longo prazo.»
O «erro estrutural do Parque Empresarial Rodo II», é um exemplo que cita. E desenvolve a crítica: «Um dos maiores erros da última década foi a instalação do Parque Empresarial Rodo II junto ao acesso ao quartel dos Bombeiros Voluntários, numa das duas únicas zonas viáveis para a expansão urbanística ordenada da vila. Ponte da Barca, pela sua localização geográfica, está naturalmente condicionada: rios, zonas protegidas e relevo impedem o crescimento livre e ordenado da vila. No entanto, em vez de se salvaguardar esta área para habitação, equipamentos sociais e serviços públicos, o atual executivo optou por instalar uma zona industrial. Esta decisão compromete o futuro crescimento da vila e cria uma barreira urbanística onde devia haver potencial de expansão planeada e sustentável.»
A alternativa «clara e realista» seria, no seu entender, um polo tecnológico e industrial em Lavradas. O CHEGA e Bruno Pereira defendem a instalação de uma nova zona industrial e tecnológica em Lavradas, afastada da vila e com potencial logístico e territorial. « A atração de empresas inovadoras, sustentáveis e de alto valor acrescentado; libertação de zonas nobres da vila para habitação e qualidade de vida e o desenvolvimento com planeamento urbano, visão de futuro e organização territorial» – seriam uma consequência dessa estratégia. «Este é o tipo de investimento com retorno real: atrai empresas, cria emprego qualificado e permite um crescimento equilibrado do concelho».
PUBBruno Pereira entende, também, que o «acesso ao novo quartel dos Bombeiros: está com um estrangulamento anunciado». E explica porquê: «A nova estrada de acesso ao quartel de bombeiros, que está a ser concluída, mostra mais uma vez a falta de planeamento funcional das obras municipais. Trata-se de uma via que será demasiado estreita para cruzamento simultâneo de veículos pesados, como auto-tanques e autocarros escolares. Sim, o cruzamento é possível, mas de forma muito limitada. Em breve, esta obra pode tornar-se num problema operacional sério. Quando passarem pelo local, observem com atenção e imaginem um autotanque e um autocarro escolar a circular em sentidos opostos.»
Outro dos pontos que visa é o Largo do Curro «com dez anos de obras e milhões perdidos». Acusa que «durante mais de uma década, o Largo do Curro foi alvo de várias intervenções dispersas, sem ligação estratégica entre si. Para acrescentar a essas intervenções temos agora:
Julho 2025 (previsão): contentores subterrâneos e intervenção estética: 63.000,00 €;
Total aproximado investido em 10 anos: muito dinheiro gasto sem um objetivo final que nos encha a alma a todos;
PUBNada disto foi acompanhado de um plano urbanístico integrado. Se estes valores tivessem sido investidos de forma concentrada, poderíamos ter hoje um Largo moderno, funcional, atrativo e com impacto real na economia local e na vivência dos barquenses.»

Sublinha, ainda, que o Muro do desnorte Barquense, Arte pública e identidade local foi «uma oportunidade desperdiçada». Para o candidato do CHEGA «Foi recentemente anunciada a criação de um mural de grande dimensão na Avenida Dr. Mário Soares (também conhecida por estrada do Rodo), promovido pela Câmara Municipal. Contudo, este projeto levanta sérias dúvidas quanto à forma como foi conduzido: nem artistas locais reconhecidos, como o barquense Gonçalo Couto, foram informados ou convidados a apresentar propostas. Fala-se na existência de um “concurso de ideias”, mas ninguém o viu divulgado de forma transparente e acessível. Se foi publicado, passou despercebido à esmagadora maioria da população e dos próprios artistas. Este episódio traduz uma prática recorrente: falta de diálogo, de abertura e de valorização do que é nosso».
PUB«Gonçalo Couto é autor de várias obras públicas na vila» – frisa – «e tem contribuído de forma voluntária e generosa para o enriquecimento visual e cultural de Ponte da Barca. Mas este caso transcende o indivíduo. É uma questão de princípio: os artistas barquenses merecem ser ouvidos, respeitados e envolvidos nas decisões culturais do concelho. Em concelhos vizinhos, a valorização do talento local é uma prática comum. Isso não só reforça a economia circular, como também enriquece a identidade cultural de cada comunidade. A arte pública deve ser reflexo do território e das suas gentes — e não uma decisão imposta, apressada ou alheia à participação cidadã».
“Quando o dinheiro público não circula dentro da comunidade, perde-se mais do que valor económico — perde-se identidade” – sentencia. «Investir no que é local não é apenas justo: é inteligente. É assim que se gera valor, orgulho e sustentabilidade para todos».
Como que numa espécie de conclusão, Bruno Pereira aponta que Ponte da Barca «precisa de um novo rumo, chegou a hora de travar a deriva da improvisação e da superficialidade. Ponte da Barca merece muito mais do que ajustes estéticos e obras por medida eleitoral.»
Bruno Pereira e toda a sua equipa, «com o apoio do CHEGA» como faz questão de realçar, «apresentam uma alternativa séria, técnica e visionária: governar com estratégia, planear com competência e investir com responsabilidade. Porque o futuro constrói-se com coragem, e não com remendos.»
Para isso já tem um lema: «Barca Com Leme, Um programa para o futuro de Ponte da Barca.»
O CHEGA apresentará brevemente o seu programa para o concelho de Ponte da Barca. «Não lhe chamamos programa eleitoral, porque é um plano que estará ao serviço de todos os barquenses, pensado para ser utilizado, melhorado e adaptado a médio e longo prazo. Será delineado para incluir um verdadeiro Plano Estratégico de Desenvolvimento para Ponte da Barca, que permita promover o crescimento sustentável e inteligente do nosso concelho. Nenhum investimento deve ser feito sem previsão real do seu impacto no futuro barquense.»
«Vamos mudar e melhorar a Barca» – conclui.
Candidato pelo CHEGA à Câmara Municipal de Ponte da Barca:
#brunopereira2025
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