Quando o calendário conspira a nosso favor

O poder dos recomeços quando o dia 1, a segunda-feira e setembro se encontram.Esta semana o calendário deu-nos uma daquelas raras coincidências que até parecem um sinal: dia 1, segunda-feira, setembro. A tríade perfeita para quem adora a sensação de começar de novo. E, convenhamos, poucos meses carregam tanta fama de recomeço como setembro – não é o magnata janeiro, mas anda lá perto.Há já qualquer coisa de mágico em abrir a agenda e ver aquele número “1” a marcar a página. É como se fosse um convite silencioso: começar outra vez, planear de novo, corrigir rotas, alinhar objetivos. E se esse dia 1 calha numa segunda-feira, melhor ainda. É como se o universo, por uns instantes, nos desse um empurrão simpático para sairmos do modo “férias eternas” e entrarmos no modo “vida organizada”.Setembro tem este ar de “ano novo escolar” mesmo para quem já não pega em manuais e cadernos há muito tempo. É o mês dos regressos, dos projetos, das ideias que ficaram a marinar durante o verão. É o momento em que nos lembramos que ainda há tempo – tempo para mudar hábitos, começar algo que ficou adiado, ou simplesmente tentar de novo aquilo que falhou em janeiro (ou algures ao longo do ano).Mas se há coisa que os dias 1 nos ensinam é que cada recomeço tem o valor que nós lhe damos. Podemos ter o calendário mais inspirador do mundo – se não lhe pusermos ação, se não lhe dermos movimento, continua a ser apenas um quadrado com um número dentro.Por isso, sim: aproveitemos o simbolismo, se assim quisermos. Usemos a motivação que um dia 1, numa segunda-feira de setembro, desperta. Mas não fiquemos reféns dele. Porque o verdadeiro segredo está em perceber que todos os dias podem ser um começo. O dia 3, o 14 ou o 27 também podem ser a nossa linha de partida. Mesmo que calhem numa quarta-feira (ou num outro dia qualquer).O calendário pode dar-nos sinais bonitos, se lhe quisermos chamar assim. Mas cabe-nos a nós transformá-los em movimento. E tomar as rédeas da ação. 

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1 comentário

  1. A partir de Setembro raramente se ouve falar de férias, porque as preocupações são outras.
    Nas famílias, com filhos, cai-lhes a rotina da escola, as despesas com os filhos ou o impacto da Universidade, e para a maioria é uma espécie de pesadelo nas suas carteiras.

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