Relembrando 2014… Ano Novo nem sempre é vida Nova!

É suposto, quando chega esta altura do ano, desejarem-se Boas Festas, tecerem-se loas ‘aos homens de boa vontade’, coisa nos dias que correm bem mais difícil de descobrir que o caminho marítimo para a India, e como enxame de moscas, caírem-nos os mais insondáveis balanços, o que convenhamos, pelo que aparece transpostos nos jornais, têm tanto de credíveis, como os de certas empresas, com auditores bem pagos ou ditos avençados.

Festa é Festa, e o bom Povo gosta de Festa, não pergunta quem paga os comedouros, bebedouros e foguetório. Quer Festa. Seja feita pois, a sua vontade. E como a Festa é repetitiva, mudando só, por vezes os camelos, por isso mesmo, nem sempre Ano Novo implica vida Nova.

Não. Não é uma questão de descrença. Muito mal andaria, eu e muito boa gente, felizmente em numero ainda considerável, se perdesse a confiança, a fé, a esperança no ser humano. Espécimes raras, dizem. É verdade, a Esperança é a última coisa a morrer. Viver sem esperança, seja ela qual objectivo tiver ou em que sentido for, não é viver. Ponto. E porque assim é, porque uns tantos entendem viver a vida como ‘diferentes’, um ‘direito’ dizem, daí a ‘normalidade’ dos vegetais com que diariamente nos cruzamos, ou nos entram pela casa dentro mal nos liguemos ao universo comunicacional que um singelo telemóvel nos oferece. Os mais dados a encontrarem justificações ‘in’, dizem que é porque são ‘escolhidos’ pelo algoritmo. Pessoalmente devo ser um sortudo, já que devo fazer parte do ‘index’ de umas tantas e diversificadas as fontes de informação e opinião que me escolhem como alvo difícil de acertar. E, com tanta e tão diversa paleta de informações, dou por vezes comigo, muitas vezes, admirando aquele católico ensinamento, ‘aventurados os pobres de espírito, porque deles será o reino dos céus’. Palavras sábias estas de Jesus, no Sermão da Montanha. Dirigia-se Ele aos mansos. Aos que choram. Aos pacificadores, e aos injustiçados e perseguidos pela justiça. Outros tempos, outros Natais, Com as Bem-Aventuranças, Jesus, procurava indicar as qualidades para atingir a felicidade, na terra e nos Céus. Intemporais e Sábias, palavras. Não havia algoritmo, e a sabedoria era contemplada, respeitada, ainda haviam estrelas no Céu. Ah! e parece que ´Homens de boa vontade’.

Mudaram-se os tempos, estamos já dois milénios mais à frente, caminhando não se sabe bem para onde, e em que sentido. Se a Terra gira na mesma velocidade, as cabecinhas loucas parecem querer baterem os caças de guerra F16 em velocidade e som. Dizem que a História não se repete. Mas desconhecê-la é perigoso, e pode custos muito dolorosos. E, na história mais próxima, encontrei um texto que num outro Jornal escrevi na primeira edição de 2014, que aqui a seguir deixo. Se tiverem a paciência de o reler, com as devidas adaptações nos figurantes e nas figurinhas, trocando o ano de 2014 por 2026,  o palco é o mesmo, o enredo idem-idem, aspas, aspas. Só que então não tínhamos a América governada por o escroque, eleito é certo, mas pelos americanos. Com Trump do outro lado do Atlântico, a guerra na Ucrânia, aqui ao pé da porta, na Europa, eram outras as moscas.

Os meus Votos de Um Bom Natal… já que o Novo Ano…o melhor é reler o texto!

(…) Não creio que este novo ano de 2014 (2026), por todas e mais algumas razões, seja um tempo novo, um ano de vida nova, por puro e natural pessimismo. Não! O que leva a acreditar, a crer, que este vai ser mais um ano ‘negro’, é a realidade. É triste? Naturalmente que é. Mas, fatal como o destino. A realidade política e social portuguesa, é a que é. Somos capazes de emigrar a salto, trepar montanhas, mas incapazes de enfrentar o normal viver ditado pelos que, agora, elegemos. E assim sendo, é improvável que alguma coisa mude. Pelo menos para bom. Porque para mal, nisso são os nossos queridos governantes, ‘rapazes muito bem formados’. É a leitura que se faz dos ‘actores’, dos ‘personagens’, e sobretudo, do ‘guião’ que estes ‘argumentistas’ traçaram para o país. Um país onde a ‘política’ serve para justificar tudo. E os ‘políticos’ não passam de ‘gente pouco recomendável’. Gente egoísta, sem escrúpulos, sem Ética, Valores, Carácter e conhecimento mínimo da realidade nacional. Gente que se serve da política. Gente que não tem uma Política, e faz da política um emprego. Mau e execrável. Fazem da política, arte nobre, coisa de reles e incapazes. Vendem a dignidade e a alma por um punhado de euros. Por acção ou omissão, todos são culpados. E tão ou mais culpados, responsáveis, são, quando mais acenam, e usam a ‘legitimidade popular’, forma de fugirem à responsabilidade pelos erros políticos, usando de católica benevolência, agitando o voto eleitoral como passa-culpas. Por isso, não creio que 2014(2026) vá ser um ano de vida nova, ou um novo ano. Aliás, como pode alguém acreditar, excepto claro os ‘partidariamente convertidos’, ou os ‘politicamente dependentes’, que neste nosso Portugal, … alguma coisa vai mudar, quando os problemas e seus responsáveis, continuam! Responsáveis políticos, associativos, desportivos, religiosos, judiciais, sindicais, sociais e até empresariais. Alguém, no seu juízo perfeito, pessoa de bem, equilibrado e sensato crê, convence, ou é convencido, que pelo simples facto de se celebrar uma mudança de calendário, de umas tantas almas ‘caridosas’ entoarem hinos à paz e à concórdia, os ditos cujos responsáveis, os promotores dos males, por obra e graça, nesses instantes mágicos de viragem de calendário, passavam de ‘demónios a anjos’?

GOSTA DESTE CONTEÚDO?
Manso Preto

(…) Mas como um mal nunca bem só, ao poder central, juntaram-se as autarquias, filhas primogénitas do ‘bom povo’. E, para que esse povo continue a ‘louvar os profetas’, também aqui desataram a ‘fazer obra’, coisa de encher o olho, e de endividar cada vez mais os cofres camarários. Não há foi excepção, e por isso uma ‘bonita’ conta para pagar. E como os bancos, ainda não viraram instituições de beneficência, o que pediu aos bancos, mais o que sacou ao ‘inimigo’ poder central, fácil é dizer que se gosta do povo. Difícil vai sendo justificar os sucessivos aumentos nos serviços e bens básicos, nas taxas e nas derramas.

Dizem, os mais dados ao estudo do comportamento social dos humanos, que ‘ás vezes, é bom fechar algumas portas’. E dizem também que este acto, este gesto, a ser concretizado, deve ser entendido, ‘não por orgulho, nem soberba’, mas modo, gesto, de travar este caminhar que não nos leva a parte alguma’.

Ano Novo, Vida Nova?… Já (só) nem os ‘crentes’ (mansos) acreditam!

  Partilhar este artigo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *