O antigo Primeiro-ministro José Sócrates, numa arquitetada conferência de imprensa em Bruxelas, veio queixar-se dos «atrasos da Justiça» de que só se lembrou quanto deixou de estar ao leme do país!
Espantoso!
Esqueceu-se dos mais de 100 recursos, reclamações e incidentes – em que só de custas teve de pagar mais de 30 mil euros -, e que em nada contribuíram para a celeridade que agora reclama e que poderiam ter levado à prescrição do processo judicial. Não convinha…
Preferiu armar-se em vítima e só faltou dizer, no ataque feroz aos magistrados, que vivemos num Estado de Direito e não numa Ditadura onde se julgam perseguidos políticos.
Chegado finalmente o julgamento, o incompreendido Sócrates terá oportunidade de esclarecer as graves suspeitas das verdadeiras origens dos milhões que o amigo do Grupo Lena lhe foi depositando. E como pensava pagar.
Não vou relembrar as acusações que tem pendentes, tal a extensão e seus contornos, mas confesso que prevejo umas sessões em que só faltam umas carpideiras para completar este thriller político.
Não é só um julgamento com 21 arguidos colunáveis que está em causa. Nem só a Justiça. É a Democracia no sentido mais nobre que ela representa.
Não podemos dar razão aos extremismos!…



3 comentários
Preso por ter “cão” e preso por não ter!
O Senhor José Socrates “era pobre” e angariou algo para ter uma vida feliz!
O Montenegro é rico! E fazem tudo para que Ele fique pobre!
E eu digo “antes” quero um rico, que um pobre!
Pois o rico já tem, não necessita de roubar, e assim Todos ganhamos!
O lobi socialista juntamente com empresários corruptos, cada um com os seus motivos, (?)tudo farão para não terem um primeiro – ministro na cadeia.
Excelente artigo, traçando um retrato da realidade. Se Sócrates fosse inocente teria pressa em ser julgado, não faria tudo ao seu alcance para ir adiando. Se a nossa lei fosse semelhante à alemã (onde há democracia) , Sócrates teria que provar a sua inocência…