Câmara Municipal de Ponte de Lima ignora acessibilidades para pessoas com dificuldades motoras

Banhos acessíveis a todos: um caminho em construção, por exemplo, continua a ser uma miragem.

O verão está a terminar, mas ainda há pela frente alguns dias de calor que convidam a mergulhos. Praias e piscinas são os locais mais procurados, embora a sua acessibilidade continue, em alguns casos, a apresentar limitações.

António Barreto, um cidadão em cadeiras de rodas, dirigiu-se às piscinas do Festival Internacional de Jardins Ponte de Lima para poder nadar, mas sem sucesso. “A informação que o funcionário da receção me deu é que o acesso ao tanque não há, é só por escadas”, referiu.

O Minho Digital questionou o estabelecimento relativamente ao porquê da falta de acessibilidade à água, mas não foi obtida uma resposta em tempo útil.

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A autonomia é uma prioridade para António Barreto, que procura frequentar os espaços de lazer sem precisar de depender de terceiros: “eu não tenho de ter ajudas de ninguém para ir a qualquer espaço público”.

Segundo o presidente da delegação distrital de Braga da Associação Portuguesa de Deficientes, Manuel Vieira, “é importante que as pessoas com deficiência estejam inseridas e ativas na sociedade”.
Relativamente às praias na zona do Norte, Manuel Vieira mencionou que a maioria já tem assistência para as pessoas com deficiência se poderem banhar no mar, tendo apresentado como exemplo a praia do Cabedelo.

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Porém, para o dirigente, o ideal seria que “todas as zonas, a nível de piscina ou de praias fluviais, estivessem preparadas para todas as pessoas”.

Não sendo este o caso, Manuel Vieira incentiva os cidadãos com deficiência a aparecer e questionar os locais sobre a acessibilidade para, desta forma, poderem ser desencadeadas mudanças como a aquisição de “cadeiras que permitem ou ajudem a que a pessoa possa entrar ou sair da água pela sua própria mão”.

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De acordo com o dirigente, a intervenção nas situações em que seja evidente a falta de acessos adaptados cabe também às “pessoas sem qualquer deficiência”.

“Temos de ter condições para todas as pessoas. Espaços para todo o cidadão, seja ele com ou sem deficiência, seja ele mais novo ou mais velho”.

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