Crónicas de Trazer por Casa: Ainda o meu Irmão…

Esta crónica de trazer por casa, hoje, saiu deliberadamente do conforto do lar e veio ao Jornal.

Não solicitou autorização ao Minho Digital, nem me disse que saía das margens da ria e apresenta-se aqui, “sem mais nem ontem“. Ouvi-a cantarolar “a Liberdade vai andar por aí “… Eu vou aproveitar a deixa.

Na minha juventude rebelde e sonhadora pensava que dois caminhos orientariam a nossa escolha de percurso: à direita ou à esquerda. Na procura de igualdade e fraternidade entre os povos, achei que o coração esquerdino seria a rota certa e ao deparar-me com situações de direção contrária, mais me convencia da postura perante a vida. Daí o cuidado de não pisar o Outro acautelando-me também com possíveis pisadelas.

Hoje, felizmente, partilho as certezas, as dúvidas, as demandas da verdade sem olhar para a direita ou para a esquerda. Confio no ser humano e não deixo morrer o sonho da Igualdade, da Fraternidade, da Solidariedade. E é por isso que quero agradecer publicamente ao Director do Minho Digital as palavras que escreveu sobre o meu irmão José Leal, sabendo perfeitamente que não comungavam as mesmas ideias políticas, religiosas e partidárias. Palavras das quais não vai tirar dividendos ou simpatias sociais. A crónica de trazer por casa veio sozinha e agora eu acompanho-a.

Obrigada, Manso Preto pelo respeito e consideração que manifestou pelo Zé Leal. Nem se cruzaram na vida, nem se abraçaram como amigos mas algo muito forte os irmanou: a procura do bem dos Homens sem cores, religiões, sem partidos a separá-los. Quem sabe se um dia não se encontrarão num astro sem fronteiras, trocando “aquele abraço“ que irmana toda a Criação?

 

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Manso Preto
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