Debates presidenciais, maquilhagens, insinuações sem provas e exemplos

Como me tenho divertido! No entanto, estes momentos hilariantes, por outro lado deixam-me preocupado com o meu país, noutra vertente que é quando as redes sociais difundem insinuações, covardes por sem provas da parte de quem as proferiu, e mentem numa clara intenção confrangedora de falta de carácter e contra-informação! Nem na política, nem na informação, pode valer tudo!

Primeiro porque é nítido que alguns dos candidatos estão ali numa espécie de actividade circense – que me perdoem os verdadeiros artistas de circo – em que, ironia do destino, antes de se apresentarem no plateau, têm de estar sujeitos a uma sessão de maquilhagem. Pó de arroz de um lado, madeixa no sítio, um pouco de laca algures e com jeitinho ainda levam uma sprayada nos sovacos…

Todos os candidatos saúdam-se como se tivessem reencontrado ocasionalmente ao fim de longos anos. Em vez dos netos para mostrar, à porta destes gabinetes de maquilhagem, os assessores olham ternuramente para quem lhes prometeu um chorudo ordenado e regalias.

O tempo urge e os bastidores das TVs estão agitados, condicionados  pelos poucos minutos que restam, pois, após os compromissos comerciais, tudo tem de estar a postos.

Em casa, os telespectadores pouco se aperceberão ou pensarão nisto e, com um misto de indiferença ou mesmo indisfarçável expectativa de quem vai ver um bom jogo de futebol, não deixam de pensar se valerá a pena ‘desconfinar’ e ir ou não votar…

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Manso Preto

Passados os rounds em que os putativos presidentes, em vez de esclarecer, antes se engalfinharam, insinuam sem provar ou citar um único exemplo, à frustração da oportunidade perdida para se assistir a uma debate cortês e civilizado, apenas ‘pecam’ pela ausência de puxadelas de cabelos ou pontapés por baixo da mesa que fariam as delícias de qualquer cameraman…

Que faltam nos fazem os simpáticos e patuscos bonecos satíricos dos sketchs da Contra-Informação das Produções Mandala (RTP)! Talvez porque a ficção se aproximasse demais da realidade, é que alguém (um democrata, claro!) os tivesse colocado na prateleira.

Não fosse o share das audiências constituir para alimentar os contestatários do sistema que nos é servido em take away

Nas redes ditas sociais, uns ingenuamente, outros por fel ou interesses inconfessáveis, destilam ódio e revelam falta de cultura cívica, criando cenários ao alimentar aquilo a que certas agências de comunicação recorrem para justificar contratos…

 

* O autor não segue o acordo ortográfico de 1990

jornalista.manso.preto@gmail.com
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