O mais velho festival português voltou às belas margens do Rio Coura em Vilar de Mouros.
Logo no primeiro dia, a primeira enchente: aos poucos o público reuniu-se dentro do recinto para ouvir as bandas. Começando timidamente com Dubaquito, banda composta por jovens de Vila Praia de Âncora que dão os seus primeiros passos no mundo da música. De seguida, com Altered Images e Starsailor, mas só depois da hora do jantar é que o recinto começou a ficar preenchido para ouvir os épicos The Stranglers, que possivelmente deram o melhor concerto da noite. Contudo muitos esperavam o icónico James que dava o seu sexagésimo concerto em solo português. No final deste concerto, muitos sairam, embora os The Kooks ainda não tivessem atuado. Ainda assim, a banda britânica de indie rock formada em Brighton em 2004, deram o seu concerto para os resistentes que ficaram no recinto, embora não tão cheio como em James, ainda tinha imensos festivaleiros. Depois os mais resilientes ainda se reuniram no palco histórico para o habitual after com o Dj Izzy.

O segundo dia começava com Girlsband! e aos poucos com os soar das melodias o público entrava no recinto. Com a entrada em palco de The Godfathers o recinto ficava composto, a banda britânica não desiludiu dando um excelente concerto mostrando que a idade não os afectou nem lhes tirou a genica. Aqueceram o público para Palaye Royale, que terminarem a sua digressão europeia de festivais no Vilar de Mouros. Mas a surpresa da noite que levou o público ao rubro foram os The Damned, logo na entrada de palco cujo o guitarrista entrou em palco com o seu belo cão. A banda britânica de rock, formada em Londres em 1976, postou que a idade é um estatuto e que envelheceram como o vinho do Porto pois deram um concerto energético em que muitos saltavam e dançavam. A noite fechou com os épicos SEX PISTOLS, a banda formada em Londres em 1975 que marcou gerações e foi responsável pelo movimento Punk no Reino Unido. Este foi o seu segundo concerto em Portugal, desta vez na voz com Frank Carter, a mistura do jovem vocalista com as gigantes músicas resultou num concerto diferente criando alguma divisão nas opiniões dos festivaleiros: os mais puristas não gostaram muito do concerto mas os mais jovens gostaram da atuação da banda com o novo vocalista. Depois do concerto mais uma vez os mais resilientes tomaram o palco histórico para mais um after ate às 4h da manha com o sublime Dj residente Izzy.
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O terceiro dia foi o dia mais poderoso do festival começando com os suecos Girl Scout, mas o recinto encheu-se para ouvirem os super aguardados Hibrid Theory que puseram o público todo a cantar todas as músicas. De seguida a banda “fetiche” da organização Triggerfinger, já anunciada para o próximo ano, deram um concerto bom mas foi a banda de hardcore Refused que dava o seu último concerto em festivais antes de um hiato que levaram o festival ao rubro. O pó levantou no ar, o público surfava, uns em cima dos outros, sem dúvida o melhor concerto e o mais energético do festival, nem os Papa Roach tinham andamento para Refused. Papa Roach deram um bom concerto muito visual, contudo nem com o som ligeiramente mais alto que nos outros concertos conseguiram alcançar a loucura e energia atingida com Refuse, que para muitos deram o melhor concerto do festival, de tal modo que muitos desejavam que o hiato da banda seja muito curto. No fim de Papa Roach mais uma vez os resistentes iam para o palco histórico ouvir os hits dos anos 2000 escolhidos pelo DJ Izzy.
No último dia os Cavaliers of Fun abriam o recinto e tristemente foram seguidos pelos épicos Stereo MCs, este últimos mereciam uma slot mais próxima do final da noite, uma vez que o seu som disco e electrónica puxava para uma espécie de after fazendo o público sentir-se num clube ao ar livre. Os britânicos Stereo MCs deram uma lição de musica electrónica/dance a todos os presentes fazendo muitos dançar ao som dos seu ritmos disco dance e hip hop com uma base de electrónica. De seguida The Ting Tings tocaram os seu hits, preparando o público para a explosão sonora de I Prevail. Os norte americanos do post-hardcore/metalcore deram um concerto energético fazendo o pó voltar a levantar em Vilar de Mouros. Com o recinto cheio, os portugueses super aguardados Da Weasel puseram o público todo de mão no ar aos saltos a cantar as suas músicas, algumas delas em puro uníssono, Foi um concerto super energético cheio de hits em que quase todos sabiam e cantavam as músicas da banda. Assim fechava o recinto do festival, os que ainda tinham alguma energia tomavam para o palco histórico para ouvir o último set do Dj Izzy que assim fechou mais uma edição do Vilar de Mouros já com datas anunciadas para o próximo ano.
Vilar de Mouros regressa em 2026 e já tem a primeira confirmação no cartaz
PUBO histórico Festival CA Vilar de Mouros já anunciou as datas para a sua próxima edição, marcada para os dias 19 a 22 de agosto de 2026. Conhecido por ser o mais antigo festival de música do país, volta a trazer quatro dias de celebração musical a Caminha.
No rescaldo da edição deste ano, que encerrou com um concerto memorável dos Da Weasel, a promotora Surprise & Expectation mostrou-se satisfeita com os resultados alcançados. Paulo Ventura destacou que o festival decorreu “sem contratempos” e com um aumento de público face a 2024, quando passaram pelo recinto cerca de 55 mil pessoas.
A organização revelou também a primeira banda confirmada para 2026: os belgas Triggerfinger, presença assídua e muito acarinhada pelo público do festival. O grupo, que este ano partilhou o palco com nomes como Papa Roach e os suecos Refused, foi descrito por Ventura como “os artistas fetiche” do evento, admitindo que gostaria de os ver em Vilar de Mouros todos os anos.
PUBMais do que um simples festival, Vilar de Mouros distingue-se pelo ambiente único que oferece. À beira do rio Coura, entre a natureza minhota e a tradição local, os concertos ganham uma dimensão especial que alia música, história e convivência. É este cruzamento entre gerações, sonoridades e um espaço carregado de simbolismo que faz do Festival de Vilar de Mouros uma experiência diferente de qualquer outro evento em Portugal.













