Embaixador de Portugal em França desrespeitou o português e o francês

Um embaixador é o representante diplomático máximo do seu país, da sua pátria e nação, no estrangeiro. Este, tal como aquele que governa e lhe atribuiu o cargo, tem por missão principal toda a responsabilidade de defender, de apoiar e promover o seu Povo, as Tradições e Costumes dos seus cidadãos para o qual foi confiado.

Nesse sentido, como primazia ele tem obrigação de valorizar a sua língua como legado, onde subsiste a Memória, a História, a Cultura e o Saber onde todo esse Património reside e se faz comunicar, sem o qual não subsistiria e jamais seria compreendido do enorme valor identitário que contém, em si, para a Humanidade. Afinal é isso que garante a sua existência, a sua própria razão de ser, de serviço.

Houve tempos, que tal lógica nem sequer era discutível por ninguém, mas hoje não parece ser assim e pelo contrário. Senão vejamos o vexame que aconteceu há dias, em Paris, para nós falantes do português e em especial para com os nossos emigrantes.
Afinal estamos a falar de um local onde residem quase um quarto de todos os portugueses do mundo, isso sem falar no somatório dos restantes lusófonos, que necessitam de ser apoiados e valorizados, especialmente perante a comunidade local onde residem, para benefício da sua melhor integração social.

Aí a Embaixada de Portugal decidiu ser o anfitrião, enviando o convite para uma conferência comemorativa sobre “Os 50 anos das independências dos países de língua portuguesa em África: processos, legados e valores”, às 17h30, de 9 de dezembro 2025.

O debate seria coordenado por Ricardo Soares de Oliveira (Sciences Po), com a participação da politóloga Edalina Sanches (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa) e do historiador Pedro Aires Oliveira (Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa).

A sala estava cheia, passada apenas meia hora do combinado, e poderia ter sido um sucesso independentemente do tema em causa. Estavam então presentes, não só os referidos, como todos os embaixadores dos PALOP, como os presidentes da Câmara de Comercio Luso-francesa e outras associações lusas, assim como o Quay D’Orsay (diplomacia francesa). Mas, a derrocada geral veio logo a seguir, quando o Senhor Embaixador português, o Dr. Francisco Ribeiro de Menezes, dando voz ao seu vasto e experimentado curriculum internacional e até familiar, anuncia que as palestras e debates iriam ser em inglês. É que nem sequer seriam em francês, o país que os acolhe.

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Manso Preto

Julgo que tal não devia ter acontecido e é que todo um universo franco-lusófono, acrescido com o africano, onde subsiste uma diplomacia portuguesa construída há séculos com imenso respeito e cuidado, para connosco e para com os outros, que traz o prestígio nacional ao de cima com direitos adquiridos pelo mérito, que ficou a perder imenso com “gaffes” destas, quando os “golos podiam ter ficado em casa”. Numa casa que parecia afinal ser de ninguém, sem regras comunicacionais adequadas à mesma e para o fim proposto, pois nem britânicos ou norte-americanos foi possível vê-los por lá para que as compreendessem totalmente.

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2 comentários

  1. Este artigo em defesa da língua pátria, embora se possa concordar com o conteúdo, está escrito num português pretencioso e pleno de erros de sintaxe, gramaticais e de pontuação!

  2. Com que autoridade é feito este comentário e ao mesmo tempo se convida o participante a subscrever a “Newsletter”? Dá vontade de citar o aforismo “bem prega Frei Tomás…”

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