O poder local, vigente em Viana do Castelo, quer mostrar que está atento às populações… São queridos, pois dão muito mimo aos vianenses!
É pena que o prédio do Coutinho tenha sido demolido, para se construir… o quê? E há dinheiro? Sim porque derrapar, derrapar… derrapam as contas mensais dos contribuintes individuais ou de coletivos com derramas, impostos e impostos… E as contas apresentadas por projetos que deveriam ser muito bem justificados quer se tratassem de obras avultadas quer de obras de freguesia… Também derrapam?…Em situações fundamentadas até poderão derrapar, mas grave é o comprometimento de verbas hipotecando o futuro. Mas não se esqueçam de pagar o IUC ou pagam de imediato coima. Verdade?
Por favor, já foram ver as condições em que estão as pessoas, as vendedeiras, no “atual mercado”? Há quem diga que até têm dinheiro… terão ou não… mas as condições em que se encontram são más, degradantes, com frio, sol, às intempéries e ainda não começou a chover… Entro no mercado, vou às compras à sexta-feira, e vejo as pessoas exatamente como há 40 anos… A pobreza económica ou de espírito sente-se… Esta é cidade em que vivo há mais de 50 anos…A culpa é das grandes superfícies…Sim… E não! Só quem ama o povo e sabe o que é cultivar a terra compreende que o esforço é enorme, depende do clima, da força dos braços na enxada ou no trator e a liquidez não abunda. Quem vai àquele mercado da Idade Média? Deve ser o “novo modelo desconstruído” de mercado ou o novo mercado de “fusão”… termos de culinária que o comum dos mortais nem sabe que sabor tem…
E já que falamos em agricultura, poderia chamar “desflorestação” ao que ocorreu na Avenida principal… Candeeiros, candeeiros e uns candeeiros e uns canteiros verdes, pequenotes… Sem falar na desumanização do centro histórico… E a Praça da República?…O palco para as atuações… semanais! Enfim… Sem falar na Rua Manuel Espregueira, uma artéria moribunda que galvaniza o abre e o fecho de pequenos comércios…E fizeram-se arruamentos em vielas, mas, uma parte que dá acesso à Rua Manuel Espregueira, e conduz à visão do Gil Eanes ficou com o empedrado de há 50 anos… O que se passou? A mão-de-obra estava lá, os materiais também… Faltou dinheiro?
E, pasmem-se, em pleno séc. XXI ainda há zonas nos arredores de Viana do Castelo que não têm saneamento básico, falta de água canalizada, caminhos por calcetar, falta de iluminação…
Porém, as luzes de Natal na Avenida não poderiam ser mais altas nem mais bizarras, nem tão… diria… fálicas… como se a extensão, a altura, a obscenidade da iluminação fosse sinónimo de qualidade e de beleza…Não interessa se as pessoas só vêm para ver luzes e se o comércio local pouco ou nada é rentabilizado…
Acreditem que a simplicidade na consistência fará mais que luzes feéricas de um Natal dantesco. E os fios pendurados das empresas de comunicação ou ou de outras quaisquer empresas? E a nova polícia municipal não identificada?… Sim!!! Pilaretos, pilaretos e mais pilaretos…E o trânsito estrangulado junto ao Continente e Pingo Doce? Será que as filas são para os pobres? Para aqueles que têm de deixar os filhos nas Escolas e que têm de ir trabalhar… Será que estamos em Lisboa? (Já sei!! A população de Viana aumentou!)… Se os lisboetas não têm qualidade de vida, não significa que os vianenses não a possam ter…Certo?
Poderia continuar, mas o ESQUECIMENTO daquilo que se faz há 32 anos (creio!), de uma forma ou de outra, neste momento, não é um poder de cura, mas de dor consentida…Que não pode cair no esquecimento.
É só um poder para a manutenção de um status quo que quer apresentar fulgor, mas que teve 32 anos para catapultar Viana do Castelo para outro paradigma. E não se pode aceitar a política da vitimização de que não “houve outro modo”, “as condições eram essas”, “estávamos dependentes de fundos e de verbas que não foram viabilizadas”…
Tiveram o seu tempo! E o tempo é um bem escasso e o mais luxuoso que existe!
Há necessidade de fazer emergir e perseguir um outro ideal e um outro paradigma… Mas cuidado! Muito cuidado… Com as vozes que se levantam e “contornam” e “adulam” o POVO! Cuidado com aqueles que já conheceis e que apenas pretendem fazer a manutenção do MESMO. E, quanto às vozes daqueles que gritam muito, desmaiam, acicatam a raiva latente contra tudo e contra todos, falam alto, como se tal lhes desse razão…mas vivem para “amar Viana”, APENAS AGORA… Acautelai-vos também… “Mas o que é isto? Só agora é que amam Viana?“ … São aqueles que, ao sabor do poder, saltam e mudam de partido por ressentimento, por mágoa, por algo que retrinca as entranhas, e que só têm sede de poder.
PUBAnthony Downs (1957)[1] revela que há políticos ou pseudopolíticos que agem para obter o rendimento, o prestígio e o poder que advêm de estar no poder. Assim, estes políticos nunca procuram o cargo como meio de executar políticas específicas, mas têm como único objetivo colher os frutos por ocuparem o cargo.
Dito de outro modo: buscam o poder e não servir o povo. Precisamos de ética, da perseguição do bem comum, da equidade no tratamento das situações e das pessoas.
Acautelo-me, porque sou do Povo e o povo é uma estrutura viva pensante e crítica. Há um tempo para tudo e o tempo… PASSOU para alguns! Há sempre uma opção, há sempre a hipótese de um novo caminho! Pessoalmente, exijo um novo rumo!
Alguns já tiveram o seu tempo e o Povo não esquece, só porque há regos limpos…






1 comentário
Totalmente de acordo.
Parabéns, Dr.ª Susana Cerqueira.