O ano de 2026 começou com fogo de artifício e brindes de felicidade, mas foi um momento.
Um momento breve de partilha e alegria, porque em todo o mundo, o som do choro e a imagem da morte, são a nossa triste realidade diária.
Na Ucrânia o massacre continuou.
Em Gaza, na Síria e de forma cruel e contra natura no Irão.
Não tenho forças, não sou capaz de ser racional. Perante tantas mortes de gente jovem, demasiado jovens que enfrentam as balas, com o próprio corpo.
“Dar o corpo às balas”, era uma frase muito usada no cinema, na literatura e até nos discursos. Mas no Irão os jovens morreram dessa forma, pelo direito à liberdade de opinião, religião e amor a uma pátria que não os reconhece.
Quem me dera poder gritar bem alto por justiça, e ser ouvida.Chorar lágrimas de sangue, mas ver os que sofrem a serem atendidos e consolados.
Pedir de joelhos a paz, o entendimento, o tratamento para os que sofrem, e ver resultados.
Estou triste, profundamente triste!
Não quero acreditar que os homens inteligentes do século XXI, o século da IA, um novo paradigma digital, onde tudo é possível.
O século das curas e soluções incríveis e extraordinárias ao nível da medicina, da física e das muitas e variadas ciências.
PUBO século XXI, intocável sob as leis dos direitos e dos princípios.
Cede à razão de algumas teocracias, supremacias ilegais e permite, que a morte bárbara e constante dos jovens representantes de um país, anule e destrua a massa jovem, crítica e construtora de uma futura sociedade.
Não podemos aceitar estas condições!
Não podemos viver com estas razões teocráticas, ideológicas e religiosas.
Mas TEMOS de sobreviver e VIVER sem estas razões teocráticas, ideológicas e ditas religiosas.
É urgente a Paz!
É urgente o Amor!
É urgente a Vida!
Que os homens de coragem e coração inteligente, do século XXI, sejam os construtores de um diálogo franco, de uma paz saudável, consensual e digna entre todos os países em conflito.
Todas estas altercações mundiais, de egos inflamados, decisões difíceis são muito perigosas, se forem sangrentas, precipitadas, desumanas e causem indignação.
Cuidado com os exageros!
Que a “Velha”, como lhe chamávamos, na porta da igreja vestida de preto, não tenha razão!
A “Velha” rezava, chorava e dizia de forma constante, como se fosse uma previsão.
– Ao XXI chegarás, do XXI não passarás!
– Ao XXI chegarás, do XXI não passarás!





