É verdade, agora temos TODOS que aprender a dividir o nosso tempo entre a tecnologia e a vivência como Seres Humanos livres.
Estamos a assistir a uma perigosa postura das pessoas que nos coloca num estado de dependência assustadora.
Esta situação leva-nos a pensar que o Humano está a ficar deficiente intelectual e a máquina inteligente artificial. Isso não é verdade, até porque foi ele que criou e continua a desenvolver a própria máquina.
Como nos fornece inteligência artificial, somos levados a pensar que não conseguimos viver sem ela. Ou seja, estamos a gastar o nosso precioso e reduzido tempo de vida agarrados a aparelhos que nos impulsionam permanentemente no sentido da máquina e não dos restantes prazeres. É quase depender de outro cérebro que se encontra no nosso telefone ou noutro computador.
Era inimaginável a situação que estamos a viver. Confundimos o apoio das tecnologias com a convivência entre as pessoas.
Pensamos que conduzimos as nossas vidas no sentido da perfeição porque adquirimos imensos conhecimentos e grande quantidade de “amigos”. Ficamos assim deslumbrados mas, gastando o precioso tempo apenas agarrados a uma ferramenta cujo papel deve ser esse mesmo, FERRAMENTA.
Ela serve apenas: para comunicar com os outros, auxiliar das nossas profissões, das nossas vidas, diversão, etc. Nunca como escravatura. Estamos a confundir a inteligência artificial com os valores e com a verdade.
Este conhecimento é volátil, caso não seja trabalhado com inter-relação e aplicação real. Estamos também a criar um enorme número de amigos que se não forem contactados ao vivo, não passam de algo virtual sem sentimentos humanos.
Temos que ensinar os nossos filhos a sentir esta diferença entre duas posições que não podem ser confundidas:
– A vida Humana;
PUB– A vivência artificial.
É muito importante que todos sintam necessidade de parar a utilização das máquinas pelo menos de duas em duas horas e praticar outra atividade que nos retire daquela obcecação absorvente.
Agora, o vício já está a inundar os locais de trabalho diminuindo produtividade a quem é pago para fazer outras coisas que não sejam , estar a olhar quase permanentemente para o telemóvel.
Mesmo a habilidade de memorizarmos está a perder-se porque o telefone contém aplicações: como calculadora, lista telefónica, agenda com lembretes, etc. Isto é péssimo porque atrofia a articulação mental, provoca inclusivamente algumas doenças devido a essa situação.
Sem nos apercebermos, estamos a ser programados para aquilo que o mercado da informática quiser vender. Daí a obrigatoriedade de aprendermos a escolher o melhor para as nossas vidas. É quase como entrarmos num supermercado gigante que nos quer vender tudo que lá se encontra mas nós, como Seres Inteligentes, temos que saber escolher apenas o importante.
É muito difícil, especialmente para a maioria dos jovens porque inadvertidamente já estão viciados, mas é urgente essa aprendizagem. Temos que saber escolher sem hesitações.
Há imensa comunicação que não merece o consumo do nosso tempo, existem coisas muito mais interessantes para fazer e viver. Até porque a informação em demasia acaba por confundir o conhecimento e isso, pensamos que ninguém deseja.
São estas situações que depois nos transformam a mente e passamos a vegetar em stress permanente por falta de tempo para chegar: a todas aquelas modas, responder a todos aqueles amigos, atualizar todas aquelas aplicações, resolver todos os problemas que entretanto vão surgindo nas máquinas ou até a necessidade de comprar uma nova porque ás tantas já não temos tecnologia suficiente para dialogarmos devidamente com os nossos “amigos”.
Não será melhor tentarmos ser coerentes e Humanos?
Não será melhor ponderarmos algum exagero no uso dos ecrãs?
Pensamos que sim!…





