A nova droga invisível: o controle através das telas.
Já não é necessário distribuir substâncias para alterar a mente coletiva. Hoje, basta um algoritmo. As redes sociais, os smartphones e as plataformas digitais transformaram a atenção humana num recurso explorável. Eles não buscam informá-lo: buscam condicioná-lo.
Cada clique, cada pausa e cada gesto são medidos para alimentar sistemas que aprendem a manipula-lo. Eles oferecem entretenimento e conforto em troca de autonomia mental. A “nova droga” não é injetada, é deslizada com o dedo.
Enquanto a população está distraída, o poder económico concentra-se: grandes corporações de tecnologia, financeiras e mediáticas moldam percepções, desejos e votos. Não precisam de violência para dominar; basta o hábito de olhar a tela.
PUBO resultado é um cidadão dócil, endividado, dependente e saturado de informações irrelevantes. Um consumidor controlado que confunde liberdade com acesso a um aplicativo.
Quem é responsável?
Aqueles que projetam o sistema, mas também aqueles que o aceitam sem questionar. A verdadeira resistência começa desligando o dispositivo e recuperar o controle do próprio pensamento.
O maior cárcere moderno não tem grades: tem conexão permanente.
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