Avaliação externa do Agrupamento de Escolas de Valdevez

Apresentação

O Agrupamento de Escolas de Valdevez (AEV), no âmbito do segundo ciclo de avaliação externa, foi um dos agrupamentos auditados pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC). O processo, que decorreu nos dias 14, 15, 18 e 19 de janeiro, foi realizado por uma equipa de três avaliadores.

A inspetora Judite Cruz, da IGEC, na sessão de apresentação destinada à comunidade educativa, referiu que “os objetivos da Avaliação Externa das Escolas (AEE) são melhorar a qualidade de ensino e das aprendizagens”, “incrementar a responsabilização de todos, através da validação das práticas de autoavaliação”, “fomentar a participação da comunidade em todas as dinâmicas” e “fornecer informação pertinente à tutela para que haja enquadramento normativo mais adequado às necessidades das escolas.”

Com base nos referidos objetivos, este segundo ciclo avaliativo, repartido por quatro dias, estruturou-se nos domínios dos Resultados, da Prestação do serviço educativo e da Liderança/gestão, tendo abarcado vários parâmetros de avaliação. Na ótica da inspetora, estes (elementos) visa(ra)m “reduzir as margens de subjetividade”, que, todos o reconhecem, são inerentes à avaliação das escolas.

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As escolas auditadas (ou a auditar) por Portugal inteiro foram agrupadas por “variáveis e contextos próximos”, vincou Judite Cruz, mas o diretor do AEV, Carlos Costa, criticou a metodologia focada em análises estatísticas e em resultados académicos mais ou menos descontextualizados, num processo que desvaloriza as atitudes, os valores, a inclusão, a integração, a progressão, as relações interpessoais e a taxa de abandono escolar.

Na sua emotiva exposição, o diretor do AEV mostrou-se “orgulhoso” pelas práticas implementadas na instituição e “muito satisfeito pelas taxas de sucesso quer do básico quer do secundário”, reclamando a introdução de “especificidades para os territórios de baixa densidade.” E, num tom provocatório, denunciou: “A senhora inspetora falou em contexto! Mas onde é que está a igualdade? Não há igualdade na Escola e vou dizer sempre isso, nem que seja no Terreiro do Paço”, atirou.

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Depois de criticar a “ameaça” que é ter “29 alunos por turma” – “como é que se ensina assim?” – e os limitados recursos financeiros ao dispor, Carlos Costa dirigiu-se aos auditores. “[No fim do processo da AEE], contem com o meu relatório de contradição”, avisou.

 

Mais (+) e menos (-)

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+ Todos os anos, vários alunos do AEV têm ingressado nos seletivos cursos de Medicina e Arquitetura.

+ A participação e o espírito colaborativo da Associação de Pais e Encarregados de Educação do AEV.

-No AEV, há uma quebra acentuada do rendimento escolar na transição do 1.º para o 2.º ciclo (da monodocência para a pluridocência).

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