Coisas simples, ou não – a Fé é força!

Constantemente, por acaso ou não, ouvimos de pessoas o desabafo ou o testemunho, afirmando: “eu tenho uma fé grande em Deus, nos santos e rezo com muita frequência”. “Uma fé grande”, testemunham.

Ninguém pode, ninguém deve contestar tais afirmações. Cada pessoa, em termos de fé grande é que sabe o que vai no seu coração, como vive essa fé e sobretudo sabe como a alimenta, melhor, como a faz crescer.

Pessoalmente, quando analiso a minha Fé que sei ser um dom de Deus, penso de como a alimento, de como a esclareço, que busco nos outros, nas coisas, na natureza e nos sinais dos tempos para que a minha fé seja forte e ganhe raízes. Eu sei que o Evangelho é a única sala de aulas que oferece toda e qualquer busca, para que a minha fé seja forte, com raízes. E sei que é na Igreja de Pedro que tiro dúvidas, que ganho força e que descubro o caminho que me pode levar a Deus.

Eu tenho uma fé grande, dizem e sentem-no muitos! Mas não será que tal fé grande corre o risco de não crescer? Se é fé grande não precisa crescer. E se não cresce – não correrá o risco de parar, de pasmar, de se acomodar tal fé, pela grandiosidade que já sente? Então deve o homem alimentar a sua fé em Deus, dando-lhe só o alimento suficiente para que não seja fé grande e possa permanentemente crescer?

Ora se como diz S. Paulo, “a fé é garantia de coisas esperadas, certeza de coisas não vistas”, há toda uma necessidade de vida espiritual constante para se poder ter “o esperado” e de poder ver ou estar em “coisas não vistas”. Logo, o crescimento da fé em Deus, nos santos e na oração (diálogo) com Deus, tem de crescer, não pode parar de crescer nunca e, então não poderei dizer “eu tenho uma fé grande”, mas sim “tudo faço para crescer na fé e muito mais farei para a não perder.

Sendo assim, sabemos que uma fé em crescimento permanente e para se ser bem-sucedido perante Deus e perante todas as nossas actividades profissionais, familiares, económicas, sociais, etc. terá de existir a nossa vontade de crescer, tornando-nos invencíveis, admirados e felizes.

Se a fé em Deus é uma das maiores forças da vida, um dos alimentos a dar-lhe para que frutifique é ser uma fé esclarecida. Através de leituras próprias e claras e tirando dúvidas junto de quem sabe, melhor, de conselheiros devidamente habilitados. A fé sem cultura, sem orientação, sem alimento espiritual, pode ser uma fé sebosa ou uma fé segundo a minha conveniência que, a qualquer momento se desmascara, se torna ridícula.

Fé, uma das maiores forças da vida. E como diz o sacerdote (poeta) Dr. António José Gomes (1874-1928): “A casa alicerçada em pedra dura/vindo a tempestade repentina/ as águas sobem, sopra com bravura/a ventania rija, audaz, ingente/e a casa fica em pé, não se ressente”.

(Santo Natal e feliz Ano Novo aos Leitores e Colaboradores do Minho Digital

(O autor não segue o novo Acordo Ortográfico)

 

asoares@minhodigital.pt
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3 comentários

  1. De acordo bom amigo A.Soares. Tudo bem explicado.. Um bem Haja. Aproveito e desejo um Santo Natal e um Bom Ano Novo de 2023, com um forte abraço e, muita Fé…. de melhor Ano.

  2. Muito bom, parabéns! Tem inteira razão: a fé e o amor ou são alimentados ou morrem! Acrescentaria (não para o autor, que não precisa, mas para quem isto leia) que as dúvidas devem ser tiradas no Catecismo da Igreja Católica de S. João Paulo II. Aí está tudo bem explicado!
    Votos de Festas Santas e felizes
    Abraço amigo

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