Editorial

Messias Bolsonaro

Manso Preto

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Director / Editor
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jornalista.manso.preto@gmail.com
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Pessoalmente, tenho as minhas reservas sobre a estrutura e estratégia política de Jair Bolsonaro nestas eleições que decorreram no Brasil.

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Mas não são esses factores que me levam a apoiar o rival, um ex-presidiário condenado sempre por unanimidade nas diversas instâncias judiciais e que apenas foi posto em liberdade porque, no único dos muitos recursos a que se agarrou, os magistrados entenderam que Lula deveria ter sido julgado em Brasília e não em Curitiba, ao mesmo tempo que o processo prescrevia porque o visado tinha atingido os 75 anos que, segundo a Constituição do Brasil, não permite o encarceramento para além desta idade.

Isto que acabo de dizer são factos, objectivos, de Direito, e a quem duvidar do que escrevo pode facilmente fazer uma pesquisa em vários motores de busca da internet.

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Bolsonaro, na 2ª volta, aproximou-se bastante do resultado eleitoral de Lula na 1º votação, o que não pode ser ignorado. A realidade aponta para um país dividido a meio, tal a proximidade de votos.

Lula foi ‘levado ao colo’ pelo influente grupo de media da Globo, na generalidade por uma imprensa que hostilizou e até substimou Bolsonaro, ingredientes por si já suficientes para criar um fosso de que praticamente ninguém escapa.

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No entanto, no Senado, Bolsonaro tem uma maioria favorável, pelo que seria imprudente e condenável alimentar (mesmo que no silêncio cúmplice) os que apelam a uma intervenção militar e até se manifestam nesse sentido em frente aos quartéis.

Bolsonaro tem pela frente 4 anos para fazer uma oposição construtiva e afirmar-se, mesmo perante os seus detractores, com elevado sentido de Estado. Neste interregno temporal, mentiria se não dissesse que não auguro o melhor para o magnífico povo brasileiro.

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E há que reconhecer e louvar as palavras de Bolsonaro que, após um silêncio compreensível, por diversas razões, optou por vir às televisões apelar à calma, ao desbloqueamento das redes viárias e outras manifestações radicais que só alimentam um maior divisionismo e extremismo que nunca alcançam bons resultados. Passados estes dias cheios de emoções muito fortes, de paixões exacerbadas de ambas os lados da contenda, os nossos irmãos reconhecerão quão importante e decisiva foi esta postura, por ventura evitando um inglório derrame de sangue de proporções incalculáveis.

Mal se confirmou a vitória de Lula, os tiros de todo o tipo de armamento que tracejavam a escuridão nocturna e que se ouviram nas favelas do Rio de Janeiro onde a Lei foi capturada pelas mais poderosas e sanguinárias redes de narcotráfico, são o prenúncio da previsível insegurança potencializada a níveis ainda mais incontroláveis!

jornalista.manso.preto@gmail.com
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