Editorial

Miguel Alves e os astros

Manso Preto

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Miguel Alves, se não fosse político, dava um promissor astrólogo…

Quando há 2 anos o ex-Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro, Miguel Alves, na qualidade de presidente da Câmara Municipal de Caminha fez um contrato de dezenas de milhares de euros com Manuela Couto, por sua vez esposa do ex-Governador Civil do Porto e ex-presidente da autarquia de Santo Tirso, acertou na ‘mouche’!

O agora arguido em dois processos judiciais que o levaram ontem a pedir a demissão, justificou o generoso ‘ajuste directo’ – renovado logo no segundo ano, afirmou publicamente que a contratação daquela assessoria de imprensa era benéfica para Caminha dado que Manuela Couto garantia uma boa imprensa, mais precisamente junto das redações das televisões. Para Miguel Alves, 1 minuto de televisão a falar de Caminha, ultrapassava largamente o impacto dos media impressos. Tudo sem se indiciar suspeitas de tráfico de influências – digo eu.

O futuro veio dar razão ao autarca caminhense que, só nesta semana, foi tema de horas e horas televisivas em todas as televisões, não só em notícias, como em debates entre políticos, comentaristas e outros programas em ‘prime time’, que por arrastamento ecoaram nos jornais diários, semanários, rádios, blogs e redes sociais.

Miguel Alves só tem que estar agradecido a Manuela Couto que, de facto e certamente ultrapassando todas as expectativas, conseguiu que o amigo de António Costa fosse a figura da semana.

Cá para mim, acho uma injustiça, que o Ministério Público ouse transformar estas visionárias figuras como hipoteticamente envolvidas  numa estratégia provavelmente delineada nos sombrios corredores de uma qualquer irmandade secreta. Pedro Nuno Santos, aquela ministeriável criatura envolvida nos temas do aeroporto e da TAP, que até ali captara as atenções dos ‘perigosos’ jornalistas, ter-se-á sentido aliviado e, em círculo de amigos, provavelmente terá deixado escapar um sorriso enigmático…

Em suma: tudo isto não se faz! É muita maldade. Cá para mim, não será já no tempo de Marcelo mas, quem lhe suceder, certamente saberá reservar as devidas Comendas. Aproveitem a do Joe Berardo, que sempre sai mais barato e não pesará no  Orçamento de Estado…

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