Editorial

OS PÂNDEGOS DO COSTUME

Manso Preto A velhinha ponte Eiffel, em Viana do Castelo, vai entrar novamente em obras e prevê-se que durem cerca de 2 meses. A IP (Infraestruturas de Portugal), empresa que foi consequência da fusão da Refer com as Estradas de Portugal, calcula um gasto de cerca de 120 mil euros. O objectivo é reparar os elementos de alvenaria existentes no acesso ao tabuleiro rodoviário (rampa), do lado de Darque, e a substituição dos dois aparelhos de apoio nos acessos. Todos os anos é sempre a mesma coisa! Não se sabe por culpa de quem mas, na verdade, começa a ser estranho… Tapa … destapa … tapa … destapa … Tudo parece ser feito à medida ou, então, por manifesta incompetência e provável omissão de fiscalização. Claro, já sabemos quem vai pagar a obra – todos nós, contribuintes! Mesmo aqueles que são lesados e vivem na outra margem do rio Lima que, por causa disso, terão de recorrer diariamente à via alternativa (ponte nova) o que, é óbvio, vai pesar no já depauperado e asfixiado orçamento familiar. E lá teremos de, novamente, assistir a uma espécie de inauguração festivaleira quando, no final da obra e como tem acontecido nos anos anteriores, o Ministro ou Secretário de Estado acompanhado dos autarcas locais, irão percorrer com ar cerimonial o ‘recauchutado’ tabuleiro com pouco mais de 800 metros. Para o ano há mais. São uns pândegos! E insistem que a gente os leve a sério …

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ESTRANHO NATAL

Manso Preto De uma maneira geral, desejo a todos um Feliz Natal e que 2016 lhes traga tudo de bom, especialmente muita saúde. Procuro não descriminar ninguém dos que, embora não me conhecendo pessoalmente, tiveram a simpatia de enviar um e-mail para o meu endereço profissional. Mas também vou recebendo de alguns conhecidos que, embora não sendo próximos, de mim se sentem. Com que sinceridade posso eu enviar os mesmos votos a um tão variado número de pessoas, todas elas que ajuízo de modo diferente, nem todas merecendo da minha parte o mesmo sentimento de simpatia e amizade? Outros há que faço em pensamentos mais íntimos, num simples mas afectivo telefonema porque necessito dizer o quanto lhes quero bem, nos que me merecem carinho e que, de um modo ou outro, fazem saber o quanto me apreciam. É a esses que, na cama, no silêncio da noite, louvo nas minhas orações. E peço a Ele, lá em cima, que continue a cuidar de todos. Inclusive dos que já ‘partiram’ e me deixaram só, mais só, com uma sensação de vazio e desprotecção, retendo na memória os seus sorrisos e carinhos, envolto numa imensa saudade que, não raras vezes, apressa o desejo – que não sei explicar – para que a minha hora também chegue …  

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A MÁSCARA

Manso Preto A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), ambas com supostas motivações sociais ‘primaram’ pelas ausências num encontro promovido há dias para debater a pobreza na nossa região. A iniciativa coube à Rede Europeia Anti-pobreza de Viana do Castelo. Do Porto nem uma resposta ao convite, tal a ‘lhaneza’ de trato e o inesperado relacionamento institucional!… Da CIM, apesar das suas dezenas de funcionários, não houve uma alma que a fizesse – ou quisesse – representar …  Na génese da organização estava uma reflexão e provável estratégia comum contra o atraso dos Fundos Comunitários e o seu impacto nas respostas sociais, logo políticas também, quando se sabe da crise económica que atravessam as instituições de solidariedade. Isto numa região considerada das mais pobres do país, com o PIB per capita mais reduzido, com um poder de compra pelas ruas da amargura, com uma enorme taxa de desemprego e uma população envelhecida. Inqualificável, imperdoáveis e injustificáveis a todos os títulos estas ausências. Uma vergonha, uma enorme insensibilidade de desprezo pela pobreza e desigualdade crescente, posturas estas para com aqueles que têm enormes carências e dificuldades de integração, mas também uma vil afronta aos que voluntariamente dão o melhor de si perante uma crise moral, social e política adversas que desmobilizam o associativismo generoso. Caberia aos nossos dirigentes políticos – a quem lhes foram dados créditos nos sufrágios eleitorais – uma resposta eficaz. É preciso fazer-se muito, mas muito mais do que acompanhar com ar pungente os andores nas Procissões, perseguir os altos representantes ou mesmo as simples batinas clericais como se fossem possuidores das suas agendas pastorais, só para ficarem na pose dos fotógrafos enviados estrategicamente por assessorias de comunicação de modo a criarem uma ‘imagem’ junto do povo do qual se pensam adulados … Não basta – para essa tribo política – travestir-se com laivos de ar piedoso e pôr a mão no peito como que imbuídos interiormente de um invulgar ‘chamamento’ espiritual. E o problema é que continuaremos a vê-los pelas campanhas eleitorais numa ‘roda viva’, embevecidos, a saltitar de missa em missa, a comungar para os flashes!…

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HERÓIS DO ULTRAMAR

Manso Preto A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira onde orgulhosamente eu nasci, resolveu substituir a estátua/monumento que visa homenagear todos os filhos da terra que perderam as vidas em serviço militar nas antigas ex-Colónias portuguesas. Em seu lugar colocaram uma mulher, talvez simbolizando as viúvas e mães que, por razões que lhes foram alheias, viram ‘partir’ precocemente os seus entes queridos. Até a lápide com os nomes dos desafortunados combatentes, desapareceu … Heróis, para todos os efeitos!   Entregaram-se e deixaram-nos pela sua Pátria, muitos deles sem perceberem das razões mas a quem não restavam alternativas. Este ano, uma vez mais, a cerimónia teve lugar mas, segundo me confidenciaram, o desconforto, revolta e incompreensão estavam nas mentes dos  antigos  companheiros de armas que ali se deslocaram. Afinal, o que se pretendia homenagear? Os heróis, os falecidos ou as mulheres que, certamente nos merecem todo o respeito mas que, se calhar, também elas não se revêem na nova escultura? Ainda por cima na conhecida ‘Vila das Artes’!… Falamos de portugueses que, independentemente do percurso da História, do regime político de então, das obrigações que lhes estavam impostas, das suas próprias convicções ou até das suas personalidades (algumas delas polémicas), demonstraram uma invulgar capacidade de coragem e sacrifício debaixo de fogo e uma determinação inabalável perante a adversidade e o terror que só uma guerra consegue abalar nas suas consciências. A entrega das suas próprias vidas, muitas vezes para salvar as dos camaradas, na bravura com que defenderam a Pátria, deviam merecer de todos um maior respeito. A História não se apaga, por muito que se derrubem os seus símbolos! O contrário é humilhação e há muitas formas de a conseguir …

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OS NOVOS CORONÉIS DO ‘LÁPIS AZUL’ DE UM REGIME MORIBUNDO

O Tribunal da Comarca de Lisboa deferiu na passada 3ªfeira uma providência cautelar interposta pelos advogados do ex-Primeiro Ministro para impedir que qualquer publicação do grupo de comunicação Cofina publique alguma notícia relacionada com a ‘Operação Marquês’ em que José Sócrates é o mais mediático dos arguidos. Pretende a juíza que dois dos jornalistas que, legalmente, se constituíram assistentes não possam publicar algo. Não tendo eu formação de Direito adequada à situação, deixarei tal matéria de lado, pese embora já ter ouvidos discussões divergentes. Agora o que não se compreende é que esta medida, este silêncio, também seja exigido a qualquer outro jornalista do grupo empresarial sob pena de incorrer em crime de desobediência … Curiosamente, na quase generalidade da comunicação social, este despacho judicial e suas repercussões em termos de liberdade de imprensa, foi tratado ao de leve. Medo? Mordaça? Encolher de ombros perante a realidade e receio de retaliações? O que aconteceria se em vez de Sócrates fosse o banqueiro Ricardo Salgado? Será que, também aí, os partidos e políticos ‘de referência’ ou ‘de moda’ se mantinha calados? O texto e o pretexto para a censura diferem, mas o princípio e o resultado nem por isso!… Em 1936, o Estado Novo fazia-o com força de lei: em 14 de Maio, o Diário do Governo publicava o decreto-lei 26589 que proibia as Instituições do Estado de publicar editais e anúncios “em jornais cuja ideologia é oposta à do Estado e que incansavelmente trabalham por destruir os princípios fundamentais da Constituição Política”. Por outro lado, os jornalistas eram controlados nos seus textos que acabam cortados parcialmente e por vezes excluídos às ordens dos censores espalhados estrategicamente por todo o país. Salazar institucionalizara a “censura” que era vigiada pelo SNI e já posteriormente, Marcello Caetano dar-lhe-ia o nome de “exame prévio”. Posteriormente, no PREC pós 25 de Abril, o Diário de Notícias do José Saramago e o República de Raul Rego (por razões antagónicas do Nobel), conheciam novos censores e assistiu-se a uma ‘purga’ com saneamentos. E qual é o panorama nesta “Democracia” dos dias de hoje? Não é possível dizer que a censura e a auto-censura foram para sempre banidas da vida dos jornais portugueses. Tentou-se, inclusive, comprar uma televisão e, não o conseguindo, depressa se desfizeram de quem não lhes servia os propósitos. Até num patamar inferior a tentação manipuladora é latente. Basta pensar numa qualquer Câmara Municipal retirar toda a publicidade de um jornal – e o caso é mais escandaloso por mais habitual na imprensa regional – ou injectar publicidade encoberta (paga pelos munícipes) com o objectivo de meter as notícias criteriosamente elaboradas pelos seus gabinetes de imprensa. E ainda, noutras situações, exigir o afastamento de colunistas ou jornalistas como moeda de troca desse “pacote” de compra de consciências àqueles que não merecem a carteira profissional e esquecem os deveres deontológicos que assinaram e prometeram cumprir. Tudo sob a vergonhosa velha máxima de ‘quem não está comigo, é contra mim’. Um censor dos que inicialmente falámos assemelha-se a um ‘menino de coro’ destes novos arautos da liberdade de um sistema político desacreditado, moribundo. De facto, é uma forma infame do Poder “sanear” aqueles a quem chamam de “polémicos” e “conflituosos” pela sua frontalidade, rigor, objectividade e independência. O Poder, mesmo que os seus agentes sejam transitórios, protege-se, blinda-se e blinda. Propagandeia “a vitalidade e enriquecimento da divergência de opiniões” com o mesmo entusiasmo e necessidade com que tenta ‘barricar‘ todo aquele que o questiona. Monta o cerco e faz a cama a quem o perturba, a quem o põe em causa e desafia mesmo quando estamos perante o interesse público e o direito/dever dos jornalistas informarem e serem informados. A Censura persiste, em meu entender hoje mais hipócrita, sob o manto da alegada liberdade de expressão e informação. É a nova Censura: económica, política, jurídica. Decididamente … um nojo!

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Manso Preto

O DEVER CUMPRIDO

O MINHO DIGITAL, desde a primeira hora, não mais largou o ‘Caso Agrupamento das Escolas de Monção’. Em boa hora o fizemos! Vem isto a propósito de hoje uma pessoa contar-me da dificuldade, a quase impossibilidade que a comunidade escolar tinha em conseguir que algum órgão de comunicação social noticiasse o que se estava a passar nestes 3 anos de lutas pela reposição da normalidade no Agrupamento. Até que aparecemos nós … Não conseguimos ouvir quem tínhamos de ouvir. Alguns não apareceram aos encontros que concordaram, outros não responderam aos nossos e-mails, aos ‘pedidos’ por interpostas pessoas para que acedessem em falar connosco. Não atendiam as nossas chamadas telefónicas. Posteriormente, uns tantos viriam a acusar-nos de sectarismo mas, depois de ouvidas as nossas explicações, acabaram por compreender. Investigámos até onde pudemos. Escrevemos aquilo que podíamos escrever e avançámos com documentos autênticos ‘fechados a sete chaves’ nos gabinetes da administração ou nas ‘gavetas’ de alguns políticos. Só quem não nos conhece poderia acreditar que esses documentos revelados em 1ª mão seriam ‘montagens’, falsos, e por isso, a acontecer sujeitos a processos judiciais, ao descrédito profissional e enquanto pessoas dignas caso tivéssemos recorrido a essa ‘habilidade’. Alguns não se lembraram de, um dia, os terem enviado a colegas de bancada. Sempre acontece essa estranha amnésia quando o tema não lhes serve novos propósitos. Semana a semana fomos revelando o que conseguimos descobrir e fizemos disso notícia. Com independência, rigor, objectividade. Quando era caso disso, no local próprio do jornal transmitimos a nossa opinião. Opinião sim, mas com visibilidade suficiente para não levar os leitores ao engano. Não nos competia a nós cuidar da ‘imagem’ de quem quer que fosse, como também não nos movia dizer mal só pelo mal. Somos jornalistas. Não somos mais um gabinete de imprensa e muito menos caixa de ressonância de qualquer poder. Com o decorrer do tempo, este jornal regional que ainda vai na 20ª edição, começou a ser lido com mais atenção. Por leitores e colegas. Outros jornais mas de âmbito nacional começaram a citar-nos, como por exemplo o ‘Público’ que nos colocou em 1ª página nas edições digital e de papel. Rádios e televisões nacionais passaram a ver-nos como fonte de trabalhos que elaboraram. Outros noticiavam, mas escondiam a origem da informação. Para nós a inveja não é recíproca. O ‘caso’ de Monção alcançou outra dimensão. Um jornal é coisa pública, não se presta a confidências. No entanto, perdoem-nos os leitores este desabafo, este atrevimento se assim o entenderem. Porque, para nós, com humildade o afirmamos: que melhor recompensa poderíamos ter que a do Dever cumprido? https://www.youtube.com/watch?v=lnX9NwhoUws#t=297

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SERÁ DESTA?

Tenho cá para mim que a guerra em volta do Agrupamento de Escolas de Monção está longe de … acabar!  E está longe desse fim por que tantos desejam dado que o debate há muito deixou de se centrar no sistema educativo. A política, ou melhor alguns políticos capturaram as rédeas desse enorme poder de arrebanhar clientelas e atemorizar aqueles que não se submetem a interesses que não os da Educação enquanto instituição. O Governo quis municipalizar e os resultados estão à vista! O que se está a passar em Monção, há-de ocorrer por esse país fora. O feitiço vira-se sempre contra o feiticeiro. Basta passar os olhos pelas redes sociais para se ter a percepção do nível a que se chegou. Torna-se deprimente. Provoca náuseas. Vale tudo. Criam-se perfis falsos só para caluniar, comentários gratuitos, sem conteúdo, a mentira, a manipulação, o ilusionismo político com os olhos preocupados nas consequências eleitorais quando a 3 dias apenas do sufrágio. Vem tudo isto a propósito do documento oficial que hoje publicamos em primeira mão na secção ‘última hora’. Não tenho dúvidas que estamos a dias da tomada de posse do novo director do Agrupamento, o Prof. Sérgio Nascimento. Como também algo me faz prever – e antes me engane – que tal não será mais do que uma ‘vitória de Pirro’! É que, aqui chegados, a disputa poderá passar da política para o campo judicial que o Ministério da Educação, no documento ambíguo que agora tornamos público, susceptível de várias interpretações, não põe fim. Bem sei que o povo gosta de circo. Mas este espectáculo está longe, muito longe dos seus momentos áureos!…

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AS ESTACAS DA INDIGNAÇÃO

 Manso Preto O que se passa no emblemático Monte de Sta. Luzia, ultrapassa os limites do bom senso a todos os níveis: estético, urbanístico, turístico, religioso, social, mas também político! A anarquia é total! As estacas que ali colocaram em frente ao Monumento com o objectivo de limitar o trânsito, de nada servem. Umas já tortas pelos choques, outras estranhamente foram tiradas e os automóveis acabam por entrar. Para que servem, afinal? As reacções nas redes sociais após uma reportagem por nós publicada, foram  quase unânimes. Foi a prova da revolta, da indignação, mas também da cada vez mais indiferença e resignação com que são olhados alguns ‘fenómenos’ que grassam por Viana do Castelo.  Parques de estacionamento que regressam à esfera da autarquia após um avultado ‘rombo’ nos seus cofres face a ‘acordos amigáveis’, a ‘requalificação’ de uma Praia Norte feita por gabinetes de Lisboa como se Viana ou o Alto Minho não os tivesse de qualidade e com amor à camisola que vestem (entenda-se como Vianenses de corpo inteiro), e agora esta afronta contra um dos mais conhecidos ex-libris da região. Mas o que mais me espanta é a falta de humildade, a teimosia doentia, é não reconhecer que se errou e que ‘errar é humano’! Não bater no peito com a mão como um gesto de arrependimento, principalmente quando são muitos os interesses públicos em causa, é dramático. E pouco espiritual… Até porque, justificadamente, interrogamo-nos sobre o que virá a seguir, que mais nos irá acontecer?!!!  

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Editorial

O pretexto para a censura através de meios económicos, difere, mas o princípio e o resultado nem por isso!… Não é possível dizer que a censura e a autocensura foram para sempre banidas da vida dos jornais portugueses. Por vezes, exige-se o afastamento de colunistas ou jornalistas como moeda de troca desse ‘pacote’ de compra de consciências àqueles que não merecem a carteira profissional e esquecem os deveres deontológicos que um dia assinaram e prometeram cumprir. Tudo isto, claro, em troca de injeções de publicidade, directa ou encapotada. De facto, é uma forma infame do Poder “sanear” aqueles a quem chamam de “polémicos” e “conflituosos” perante a sua frontalidade, rigor, objectividade e independência.  O Poder, seja local ou central, mesmo que os seus agentes sejam transitórios, protege-se, blinda-se e blinda. Propagandeia « a vitalidade da divergência de opiniões» com o mesmo entusiasmo e necessidade com que tenta  barricar todos os que o questiona. Monta o cerco e faz a cama a quem o perturba, a quem o põe em causa e desafia mesmo quando estamos perante o interesse público e o direito/dever dos jornalistas informarem e serem informados. A Censura persiste, em meu entender hoje mais hipócrita, sob o manto da alegada liberdade de expressão e informação. É a nova Censura: económica, política, jurídica! Os novos arautos dessas ‘liberdades’, campeiam impunemente por aí. Não nos conformamos. É este o nosso desafio que temos pela frente e por que vale a pena lutar!

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Com uma clientela fiel na corda Ponte de Lima-Viana do Castelo, a Teresa surpreende-nos agradavelmente por vários motivos. Lanheses é terra de boa gente, respira-se um ambiente simpático e é uma freguesia característica do multicolorido Alto Minho, agora embelezada e enriquecida por um chamativo parque a beijar as águas do rio Lima, o tal do Lethes do Esquecimento que inspirou um muito frequentado blogue de um bairrismo inexcedível com o mesmo nome (Dolethes).
Manso Preto

Boa Mesa – Restaurante Teresa – Lanheses

Há 50 anos que se concretizou o sonho de José ‘Catano’ e Teresa de Jesus Castro ao abrir, em Lanheses, no Largo da feira, o Restaurante Teresa! Não é fácil, nos dias de hoje, manter a funcionar uma casa no ramo da restauração, ainda por cima mantendo-se em alta cotação nos amantes da boa comida caseira e regional. Elisabete, uma das simpáticas filhas do casal, é presentemente quem vai ao ’leme da nau’! Com uma clientela fiel na corda Ponte de Lima-Viana do Castelo, a Teresa surpreende-nos agradavelmente por vários motivos. Lanheses é terra de boa gente, respira-se um ambiente simpático e é uma freguesia característica do multicolorido Alto Minho, agora embelezada e enriquecida por um chamativo parque a beijar as águas do rio Lima, o tal do Lethes do Esquecimento que inspirou um muito frequentado blogue de um bairrismo inexcedível com o mesmo nome (Dolethes). Ao entrar no restaurante, damos logo à entrada com uma ‘copa’ onde se podem comer uns petiscos. Ultrapassado este patamar, ao fundo temos uma aconchegada sala de refeições, decorada rusticamente. Ao lado, um enorme salão com ar condicionado está receptivo a festas, casamentos, baptizados e outros eventos do género. Mas embora não falte quem ‘coma com os olhos’, é no prato que os comensais de ‘boa cepa’ assentam arraial. Como entradas, a oferta é apelativa: gambas grelhadas, ameijoas à moda da casa, chouriço assado em aguardente e de cebola cozida, bolinhos de bacalhau, rissóis de carne e de marisco e salada mista. Polvo à lagareira e bacalhau à Teresinha, entre outros apostas, são aquelas que mais vivamente aconselhamos no que diz respeito a peixe. Mas o forte do conhecido restaurante  é, sem dúvida, a carne, e aqui torna-se complicada a escolha. Cabrito à Serra d’ Arga, arroz de sarrabulho, cozido à lavrador e vitela assada, são os mais procurados. Depois podem experimentar uma sopa à lavrador ou caldo verde. Como sobremesa, além de boa fruta, tem leite de creme caseiro e pudim à Abade de Priscos. Nas bebidas, a variedade é igualmente vasta, além de sangria e champarrião. O Restaurante Teresa (258 731409 / 965646051) é, desde há décadas, uma referência e quando o visitámos estava por lá um animado grupo de ‘alfacinhas’ que, de férias cá pelo Norte, ali vem todos os anos – como ouvimos – ‘tirar a barriga da miséria’. O que, sendo uma espécie de ritual, em boa verdade abona a qualidade do serviço e a impagável hospitalidade da gerência que soube honrar os pergaminhos gastronómicos dos fundadores.  

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