Editorial

Opinião pública
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Jorge VER de Melo

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Terminadas as eleições legislativas.

Os nossos políticos, para convencerem o cidadão, tal como na venda de qualquer produto, consideraram a lei da oferta e da procura. Sabendo disso, trataram de fazer o balanço das expectativas do eleitor para depois divulgar como compromisso, apenas durante as eleições, o que é espectável e mais, prometendo corrigir tudo aquilo que prejudicou o cidadão até ao fim da última legislatura.

Esta é a situação nua e crua que se apresenta em todas as eleições.

Acontece que muito antes de começar oficialmente este período propagandístico já os responsáveis tratavam de preparar a sociedade impondo paulatinamente uma tabela de pretensões que vai organizar a opinião pública em conformidade com os interesses e as justificações dos Senhores Políticos.

Já há muitos anos Jürgen Habermas, filósofo alemão, afirmava que “a esfera pública representa uma dimensão do social que atua como mediadora entre o Estado e a sociedade, na qual o público se organiza como portador da opinião pública.”

Claro está que uma opinião pública bem formada não pode ser manipulada nem restringida pelos mídia. Por conseguinte, o acesso à informação deveria ser garantido a todos os cidadãos de forma livre e clara.

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Por isso e segundo alguns autores, a opinião pública “é a expressão da participação popular na criação, controle, execução e crítica das diretrizes de uma sociedade”.

Mas para Laurence Lowell, professor em Harvard, uma opinião é tornada pública quando é aceite por uma absoluta maioria de cidadãos.

Está então verificado que a comunicação social tem uma influência primordial no futuro de um país, porque é ela que de acordo com vários interesses vai influenciar a opinião pública e assim também a escolha democrática dos políticos que irão governar o país. Por essa razão, por favor respeitem a atual greve dos jornalistas.

Mas o nosso grande problema é a falta de memória da maioria dos portugueses que facilmente esquecem as maldades que os vários governos lhes infringiram.

Acreditando em ideologias comprovadamente erradas, insistem em escolher sempre os mesmos partidos políticos, na maioria dos casos pela influência da manipulação informativa. Chega a parecer que não é possível encontrar no país alguém credível e devidamente bem formado para nos governar.

Isto acontece porque a vontade das pessoas é realmente controlada com alguma exatidão.

Se ainda se recordam da 2ª Guerra mundial, Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, afirmou: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.” Tal como está a acontecer com os responsáveis russos e outros nesta invasão da Ucrânia.

Este é o lema de quem pretende criar verdades que estão apenas de acordo com ideologias políticas e não com a realidade da vida dos cidadãos, portanto, com os interesses do país.

Como será então possível acreditar nos políticos?

Na minha opinião, é quando eles prescindirem dos diretos e das mordomias que usufruem acima de todos os restantes cidadão, com o despesismo dos carros de luxo, os beberetes, os lautos almoços e outros factos bem mais prejudiciais para o país.

Temos que estar conscientes, não das verdades que nos são transmitidas, mas sim das realidades que vemos e sentimos acontecer.

Em conclusão, na minha opinião, o grande problema económico é fácil de resolver, “não deixar qualquer político mexer em dinheiro, apenas técnicos responsáveis e responsabilizados.”

Já agora, a solução para um bom governo é simplesmente governar, coisa que não acontece há muitos anos.

Alguns têm sido bastante competentes a desgovernar!

No futuro, não se deixem influenciar por qualquer opinião pública, mas ponderem os factos, informem-se através de várias fontes e criem a vossa própria opinião.

Esperemos para confirmar, o que este novo Governo da AD vai cumprir de tudo que prometeu durante a campanha.

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